17/12/2025
Talvez você já tenha lido essa frase em algum post por ai, ela faz parte da crônica Eu sei o que é a primavera de Clarice Lispector.
Ao ler essa crônica e por conseguinte a frase reflito o quanto por muitas vezes desejamos que a vida seja um eterno verão, com passeios, praias, sol a bronzear a pele e a alegria das convivências forjadas nessa estação.
Porém como a autora traz em sua reflexão a vida não f**a parada em uma estação, e ela se refaz nas primaveras marcadoras de tempo, onde traz com o desabrochar das flores a lembrança que tudo se renova, mas com ela também vem alguns periodos frios e chuvosos, o pólen a coçar o nariz, causando desconforto e dor, a dor da vida, de sentir-se vivo, das convivências com pessoas tão diferentes no pensar e agir, respeitar as inúmeras existências.
As primaveras da vida convidam a aceitar suas emoções, a deitar na grama e apenas existir, sentindo o sangue a correr nas veias e por alguns períodos sangrar com as dores do renascer e por fim viver, sendo quem se é pelo menos por uma estação.