01/08/2025
Nem todo comportamento repetitivo precisa ser interrompido imediatamente.
Na ABA centrada na pessoa, quando esse comportamento não representa risco, ele pode se tornar uma porta de entrada para o mundo da criança, um canal para ampliar interesses, favorecer a comunicação funcional e construir novos repertórios.
Isso não significa que o comportamento nunca será modificado. O que muda é a rota: em vez de apagar algo que faz sentido para a criança, usamos como ponto de partida para desenvolver flexibilidade, autorregulação, habilidades sociais e até reduzir a autoestimulação excessiva ao longo do tempo.
Estratégias como Functional Communication Training (FCT), reforçamento diferencial e variação de respostas nos permitem, com ciência e respeito, transformar o que antes era visto como “barreira” em oportunidade de aprendizagem.
Porque respeitar a individualidade neurológica não é deixar de intervir, é intervir de forma consciente, significativa e alinhada com a vida real da criança.