23/04/2026
Um abraço apertado a todas nós que escolhemos, todos os dias, viver entre dois mundos — e dar conta deles com o coração inteiro.
Às mães que equilibram carreira e filhos como quem caminha numa corda bamba invisível, tentando ser excelentes no trabalho sem deixar que a culpa materna nos invada e nos silencie. A gente sabe: não é simples, não é leve, mas ainda assim seguimos.
Um abraço a todas nós que, entre planilhas, atendimentos, fraldas e mamadeiras, carregamos um gerenciamento interno que nunca desliga. A casa que precisa de cuidado, a vacina atrasada que martela na cabeça, o prazo do relatório estourando, o estoque de fraldas no fim, o e-mail não respondido, as roupas que já não servem mais… e, no meio de tudo isso, a sensação insistente de nunca ser suficiente.
Mas somos.
Somos nas noites mal dormidas e nos dias produtivos. Somos na entrega possível, mesmo quando ela não é perfeita. Somos no amor que sustenta tudo, mesmo quando estamos exaustas.
Um abraço a todas nós que sabemos: chegar inteiras ao final do dia já é uma vitória imensa.
E é.
Que a gente se olhe com mais gentileza. Que a gente reconheça a força que existe em continuar. E que nunca nos falte esse abraço — o nosso, umas às outras.
Aline Loureiro - mãe, terapeuta ocupacional e proprietária do Espaço AME