Grupo Renascer de Amor-Exigente

Grupo Renascer de Amor-Exigente Todas Quartas-Feiras às 19h na Rua Barão do Triunfo, n° 768 O Amor-Exigente (AE) atua como apoio e orientação aos familiares de dependentes químicos.

O Amor-Exigente é um programa de auto e mútua ajuda que desenvolve preceitos para a organização da família, que são praticados por meio dos 12 Princípios Básicos e Éticos, da espiritualidade e dos grupos de auto e mútua-ajuda que através de seus voluntários, sensibilizam as pessoas, levando-as a perceberem a necessidade de mudar o rumo de suas vidas e do mundo, a partir de si mesmas. O Programa eficaz estendeu-se também ao trabalho com Prevenção , passando a atuar como um movimento de proteção social já que Amor-Exigente, desestimula a experimentação, o uso ou abuso de tabaco, do álcool e de outras drogas, assim como luta contra tudo o que torna os jovens vulneráveis, expostos à violência, ao crime, aos acidentes de trânsito e à corrupção em todas as suas formas; são também propostas do Amor-Exigente.

A BOLSA  Um meu convidado disse recentemente, ao despedir-se:— Gosto de vir aqui. É um lugar onde posso dizer tudo o que...
28/11/2025

A BOLSA

Um meu convidado disse recentemente, ao despedir-se:
— Gosto de vir aqui. É um lugar onde posso dizer tudo o que quero, sabendo que não passará adiante!
O elogio, na verdade, cabe muito mais a minha mãe do que a mim.
Um dia - eu tinha, então, uns oito anos - estava a brincar ao lado de uma janela aberta, enquanto a sra. Silva confiava a minha mãe qualquer coisa de sério a respeito de seu filho.
Quando a visitante saiu, percebendo que eu ouvira tudo, chamou-me e disse-me:
— Se a sra. Silva tivesse deixado a sua bolsa aqui, hoje, iríamos dá-la a outra pessoa ?
— Claro que não! respondi prontamente.
E minha mãe prosseguiu:
— Pois a sra. Silva deixou hoje, aqui, uma coisa muito mais preciosa, visto que nos contou uma história cuja divulgação poderá prejudicar muita gente. Essa história não é nossa, de modo que não podemos transmiti-la a quem quer que seja. Continua a ser dela, ainda que a tenha deixado aqui. Assim, pois, nós não a daremos a ninguém. Você compreende?
Compreendi muito bem. E tenho compreendido, desde então, que uma confidência, ou até mesmo uma bisbilhotice que um amigo deixa de vez em quando em minha casa, são dele, não minhas, para as dar a quem quer que seja.
Quando, por qualquer motivo, percebo que não estou agindo de acordo, imediatamente vem-me à lembrança a bolsa da sra. Silva e calo a boca em tempo.

O pequinique das tartarugas Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente...
28/11/2025

O pequinique das tartarugas
Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram 7 anos preparando-se para passeio.
Passados 6 meses, após acharem o lugar ideal, ao desembalarem a cesta de piquenique descobriram que estavam sem sal.
Então, designaram a tartaruga mais nova para voltar em casa e pegar o sal, por ser a mais rápida. A pequena tartaruga lamentou, chorou e esperneou.
Concordou em ir, mas com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse.
Três anos se passaram... Seis anos... e a pequenina não tinha retornado. Ao sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha já não suportando mais a fome, decidiu desembalar um sanduíche. Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou: -"Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal."

A RESINA Eu era – quando pequena – tão conscienciosa e preocupada que a menor tragédia infantil me deixava acabrunhada e...
28/11/2025

A RESINA

Eu era – quando pequena – tão conscienciosa e preocupada que a menor tragédia infantil me deixava acabrunhada e doente de escrúpulos.
Um dia, em meio ao verão, caiu uma chuva excepcionalmente pesada, com uma ventania que carregou tudo em torno de nossa casa.
Quando o tempo melhorou, meu pai convidou-me para dar um passeio e levou-me pela trilha do bosque.
- Repare nestas árvores, disse-me. Os ramos f**aram partidos de tal forma que é bem possível que elas morram. E agora, examine estas. A tempestade deixou-as intactas.
Observando-as eu me senti mais do que surpresa: estupefata. E meu pai, com sua voz de sempre, voltou a me falar:
- Como você vê, há, neste mundo, duas espécies de árvores: as teimosas e as sabidas. As sabidas fabricam a resina para si mesmas e as teimosas não fazem isso. As teimosas conservam os seus galhos hirtos, rígidos. Vem a chuva e acumula a água sobre eles. Vem o vento e, com sua força, os quebram. E então os ramos não resistem e se quebram. A árvore f**a nua, desfigurada e, muitas vezes, morre. Mas as sabidas, estas mantêm a resina circulando como o sangue circula em nosso corpo. Quando o peso da água da chuva é maior do que podem aguentar, limitam-se a afrouxar os ramos, deixando-os pender. E quando o vento as envolve, f**am tranquilas e permitem que as agitem como quiser. Depois a água cai e o vento acalma. Na manhã seguinte essas árvores estão intactas, como você está vendo.
- Seja como as árvores resinosas, minha filha. Suporte o que você puder e espere que a sobrecarga, como a água, caia. E que o tempo, como o vento, passe. Você conseguirá resistir e continuará vivendo.
Recordando essa comparação, em meio às dificuldades dos anos adultos, foi que eu consegui não ser um dos muitos casos, tão tristes, de neurose humana.

O sabiá no trigal Um sabiá fez seu ninho em um grande trigal, em meio aos verdes caules. Quando o trigo começou a cresce...
28/11/2025

O sabiá no trigal

Um sabiá fez seu ninho em um grande trigal, em meio aos verdes caules. Quando o trigo começou a crescer e os grãos a amadurecer, o sabiá começou a se preocupar com os seus filhotes. Temos que sair daqui, pensou ele, antes que os agricultores venham e destruam meu ninho e matem os meus filhotes. Os filhotes do sabiá relatavam-lhe todo dia, depois dele voltar da procura por alimento, o que ouviram. Certo dia, quando o sabiá novamente abandonou seu ninho a procura de alimento, veio o agricultor e disse: Está na hora de começar a colheita. Vou chamar meus vizinhos para ajudarem na colheita. Os filhotes no ninho se assustaram e quando o sabiá voltou contaram-lhe o que aconteceu. Ela, porém, acalmou-os. Ainda não precisamos ter medo. Se ele esperar por seus vizinhos, vai demorar até que colha esses grãos. No dia seguinte o agricultor veio novamente ao trigal e disse: Os grãos já estão bem maduros. Temos que levá-los ao barracão. Filho, vá imediatamente a todos os parentes e peça-lhe para que ajudem na colheita. Mas agora teremos que sair daqui, gorjeavam os filhotes assustados. Não se preocupem, respondeu o sabiá, seus parentes precisam trabalhar em suas próprias plantações. Ainda podemos f**ar aqui em nosso ninho. No terceiro dia o agricultor veio de novo e viu que os caules estavam se encurvando com o peso dos grãos maduros. Não podemos esperar mais, disse ele. Filho, vá e contrate trabalhadores para a colheita. Amanhã começaremos com a colheita. Agora temos que ir, disse o sabiá aos seus filhotes. Quando um homem assume seu próprio trabalho, em vez de depender de outros, há grande chance de que o trabalho seja feito.

RAÍZES PROFUNDAS Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua ca...
28/11/2025

RAÍZES PROFUNDAS
Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.
Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. Um certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava.
Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria. Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e f**ariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Disse-me ainda, que frequentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas.
Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho. Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei. Passados vários anos, retornei do exterior e fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes, quando percebi que o médico, meu antigo vizinho, havia realizado seu sonho!
O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como que não resistindo ao rigor do inverno. Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estava sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda.
Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, levando palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus dois filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Frequentemente, rezo por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis: "Meu Deus, livre meus dois meninos de todas as dificuldades e agressões desse mundo"...
Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam. Sei que meus filhos encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas rezas para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar.
Portanto, pretendo mudar minhas orações. Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida às vezes é muito dura. Ao contrário do que tenho feito, passarei a rezar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.
Rezamos demais para termos facilidades, mas na verdade pedidos desse tipo são raramente atendidos. O que precisamos fazer é pedir para que consigamos desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos simplesmente varridos para longe.

Como se escreve   Quando José tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizessem...
28/11/2025

Como se escreve
Quando José tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.
José desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras.
Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora e disse:
- Professora, como a gente escreve...? Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula.
José dobrou o papel e o guardou no bolso. Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.
Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia e para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse:
- Mamãe, como a gente escreve...?
- Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta! Foi a resposta dela. Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso outra vez.
Naquela noite, ele tirou mais uma vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai. Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai e disse:
- Papai, como a gente escreve...?
- José, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta! O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.
Os anos passaram...
Quando José tinha 28 anos, sua filha Ana, de cinco anos, fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:
- Este aqui é você, papai! A garota também riu. O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.
Ana desceu rapidamente do colo do pai e avisou: eu volto logo! E voltou com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou.
- Papai, como a gente escreve amor? Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:
- Amor, querida . . . Amor se escreve com as letras T...E...M...P...O (TEMPO).
Conjugue o verbo amar o tempo todo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive.
Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.
Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie.
Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...
Bem ... Tempo é uma questão de escolha.
A todos que, de alguma forma, transformam seu TEMPO em amor . . .
Continuem tendo... MUITO TEMPO.

UBUNTU    A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso ...
28/11/2025

UBUNTU
A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu. Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira para as crianças, que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comeram felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia f**ar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia f**ar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu signif**a: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"
Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...
UBUNTU PARA VOCÊ!

A GENEROSIDADE   - Paulo CoelhoMuhammad IB Sugah conta a história de Abdulah e Mansur, dois fiéis muçulmanos. Certo dia,...
28/11/2025

A GENEROSIDADE - Paulo Coelho
Muhammad IB Sugah conta a história de Abdulah e Mansur, dois fiéis muçulmanos. Certo dia, Abdulah pediu ajuda ao amigo.
O tempo foi passando, e nenhuma ajuda foi dada. Um dia, Mansur perguntou:
“Meu irmão, você me pediu ajuda, e eu não fiz nada. No entanto, você parece não ter se irritado com isto.”
“Temos uma longa amizade. Aprendi a amar-te antes de precisar de um favor. E consigo continuar te amando, não importa se tu me atendes ou não.”
Mansur respondeu:
“Eu não fiz o que pediste, porque queria saber a força de teu desejo. Vi que esta força é maior do que a discórdia e o ódio; amanhã você terá o que pediu.”

A MÃO  No dia de Natal, um jornal contou a seguinte história:Uma professora pediu à turma do primeiro ano para desenhar ...
28/11/2025

A MÃO
No dia de Natal, um jornal contou a seguinte história:
Uma professora pediu à turma do primeiro ano para desenhar alguma coisa pela qual deviam f**ar contentes na noite da festa maior da Cristandade. Antes dos trabalhos serem entregues, ela já tinha certeza do que iria receber: como a escola estava situada em uma vizinhança pobre, certamente os alunos lhe entregariam desenhos de perus, pães, e outras iguarias que – com muito sacrifício – seus pais haviam comprado para celebrar aquele dia.
E aconteceu como previsto. Entretanto, no meio de todos os desenhos, ela encontrou um que era diferente de todos os demais.
- Quem fez isso? – perguntou a professora.
Um aluno levantou o braço.
- Mas isso é apenas o contorno de uma simples mão!
O menino nada respondeu. A professora aproveitou a ocasião para perguntar aos outros alunos como eles interpretavam aquele desenho.
- Acho que é a mão de Deus que nos dá a comida – disse uma criança.
- Um fabricante de brinquedos – disse outro – porque tem muitas encomendas de Papai Noel nesta época do ano.
Finalmente, depois de uma série de respostas, ela se aproximou do menino e perguntou de quem era a mão que desenhara.
- É a sua.
Ela se lembrou então de quantas vezes, no recreio, tinha levado o menino pela mão. Embora fizesse o mesmo com outras crianças, talvez aquilo signif**asse muito para ele.
- Nunca tinha pensado que minha mão fosse tão importante – comentou, meio sem graça.
- Por favor, faça com que ela continue trabalhando também durante o próximo ano - respondeu o menino, também meio sem jeito. – Eu preciso dela. Quero ter o mesmo presente no Natal do ano que vem.

BOLINHA DE PAPEL  Quando mais jovem, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva e na menor provocação, explodia mag...
03/11/2025

BOLINHA DE PAPEL

Quando mais jovem, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva e na menor provocação, explodia magoando meus amigos, com palavras e gestos. Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.
Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva, e me entregou uma folha de papel lisa e dizendo: - Amasse-a!
Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.
Agora - voltou a dizer-me: deixe-a como estava antes.
É obvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentei, o papel ficou cheio de pregas.
Então, disse-me o professor: - O coração das pessoas é como esse papel... a impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.
Assim aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro deste papel amassado. A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar.
Quando magoamos com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas muitas vezes é tarde demais.
Alguém disse, certa vez:
"Fale quando tuas palavras sejam tão suaves como o silêncio".

A corrida de bicicleta  A vida é como uma grande corrida de bicicleta, cuja meta é cumprir a Lenda Pessoal.Na largada, e...
03/11/2025

A corrida de bicicleta

A vida é como uma grande corrida de bicicleta, cuja meta é cumprir a Lenda Pessoal.
Na largada, estamos juntos – compartilhando camaradagem e entusiasmo. Mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial cede lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas sobre a própria capacidade.
Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio – ainda estão correndo, mas apenas porque não podem parar no meio de uma estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si e cumprem uma obrigação.
Terminamos por nos distanciar deles; e então somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta. E, ao cabo de algum tempo, começamos a nos perguntar se vale a pena tanto esforço.
Sim, vale a pena. É só não desistir.
Paulo Coelho do livro Histórias para pais.... pág.245

O BALDE  Quando menino, eu era muito inconstante e preguiçoso. Faltava-me persistência, inclusive para os estudos. Um di...
03/11/2025

O BALDE

Quando menino, eu era muito inconstante e preguiçoso. Faltava-me persistência, inclusive para os estudos.
Um dia, quando eu brincava no quintal, meu avô chamou-me e mostrou-me, no soalho do galpão, um grande balde cheio de água. Tinha na mão uma linda pera, lisa e brilhante, que, de imediato, despertou minha cobiça. Entretanto, para minha decepção, ele não me deu. Pegou o fruto, delicioso e maduro, e colocou-o na água, onde ele ficou a flutuar. E, então, me disse:
- Você quer essa pera, não quer? Pois ela será sua. Mas você terá de apanhá-la, sem o auxílio das mãos, só com os dentes.
A pera era tentadora e eu atirei-me à tarefa que, de início, até me pareceu divertida. Entretanto, aos poucos, fui me cansando e terminei por desistir, sem lograr o objetivo.
Meu avô, porém, incitava-me a tentar de novo, a redobrar esforços. E, ao cabo de algum tempo – eu já estava com as costas doendo e alagado de suor -, consegui abocanhar o fruto. E foi com orgulho que o entreguei ao meu avô. Então ele me disse com simplicidade, sorrindo bondosamente:
- Você viu como é agradável a sensação que teve ao vencer? Se quiser ter para si os frutos bons da vida e sentir sempre essa maravilhosa emoção que o faz sorrir, lembre-se sempre disto: é preciso persistir e persistir. Tome, a pera é sua, você vê que, agora, tem mesmo direito a ela.
A lição impressionou-me profundamente. E hoje, toda vez que me sinto inclinado ao desânimo, lembro-me daquela experiência com a pera e atiro-me para frente, com redobrados esforços.

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