13/04/2026
Durante muitos anos, eu me dediquei ao magistério com amor, presença e entrega. Foi uma trajetória bonita, cheia de aprendizados e momentos importantes.
Mas, por dentro, nem tudo estava bem.
Mesmo trabalhando, cuidando, sustentando tantas coisas e tentando fazer tudo da melhor forma, eu sentia um vazio que não passava. Nos meus relacionamentos, na forma como eu me via e na dificuldade de me priorizar, havia uma parte de mim que estava ficando para trás.
Eu me acostumei a aceitar pouco.
A silenciar vontades.
A me colocar em segundo plano para não desagradar, não ser rejeitada, não ser mal interpretada.
Até que a vida começou a me mostrar, de vários modos, que eu já não podia continuar me abandonando.
Depois do fim do meu primeiro casamento, com o apoio de uma amiga, comecei a olhar para mim com mais verdade. E esse foi um passo importante.
Algum tempo depois, veio o diagnóstico de fibromialgia. E, com ele, não só as dores no corpo, mas também o encontro com dores emocionais profundas que pediam cuidado, escuta e mudança.
Foi nesse processo que a espiritualidade, o autocuidado e as terapias integrativas ganharam um novo lugar na minha vida. Não como algo distante da realidade, mas como caminho de reconexão comigo mesma.
Ao longo dessa jornada, fui me reconstruindo.
Fui fortalecendo minha autoestima.
Fui aprendendo a me escutar, a me respeitar e a voltar para mim.
E é por isso que hoje eu faço o trabalho que faço.
Eu acompanho mulheres que, em muitos momentos, também se perderam de si. Mulheres que carregam muito, sentem muito, se cobram muito e, muitas vezes, já nem sabem mais como se ouvir.
Meu trabalho é oferecer um espaço de cuidado, escuta e reconexão. Um caminho para que essa mulher volte a se perceber, compreenda o que sente e comece, aos poucos, a se escolher também.
Essa não é só a minha história.
É também a base do trabalho que hoje sustento com verdade. 🌿
Se você se reconheceu em alguma parte dessa caminhada, talvez este seja um bom momento para começar a voltar para si.