19/12/2025
Essa foto não é sobre distância.
É sobre história.
Eles estão sentados, cada um olhando para um lado. Um escolheu a sombra, o outro o sol. Entre as cadeiras, uma bagunça que não é descuido, é vida acontecendo. São escolhas diferentes, ritmos diferentes, jeitos diferentes de existir no mundo. E ainda assim, o mesmo cenário.
Separações não precisam ser sinônimo de ruptura emocional violenta. Muitos filhos são criados por pais separados e está tudo bem. O que machuca não é a separação em si, mas a falta de respeito, o conflito constante, o silêncio carregado de ressentimento.
Quando o respeito permanece, ele vira ponte.
Quando o respeito existe, o filho não precisa escolher lados, ele pode escolher ser inteiro.
Essa foto me lembra que famílias não precisam estar organizadas para serem saudáveis. Elas precisam estar possíveis. Possíveis de convivência. Possíveis de presença. Possíveis de paz.
Às vezes, amar também é aprender a sentar separado, olhar diferente e ainda assim dividir o mesmo chão.