Psicóloga Júlia Uchôa

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Alguns números parecem distantes quando os vemos em pesquisas ou relatórios. Mas, na vida e prática clínica, eles rarame...
08/03/2026

Alguns números parecem distantes quando os vemos em pesquisas ou relatórios. Mas, na vida e prática clínica, eles raramente aparecem como estatísticas. Eles aparecem como histórias.

- A mulher que chega ao consultório exausta porque carrega sozinha o cuidado de todos na família.
- A que se sente constantemente inadequada no trabalho, mesmo sendo altamente competente.
- A que aprendeu a vigiar o próprio corpo em espaços públicos.
- A que convive com medo, sobrecarga ou silêncios difíceis de nomear.

Quando olhamos para dados sociais sobre violência, trabalho, cuidado e assédio, não estamos apenas falando de fenômenos coletivos. Estamos olhando para contextos de vida que atravessam a subjetividade.

As experiências de sofrimento não acontecem no vazio. Elas são moldadas por relações familiares, culturais, econômicas e históricas. Quando ampliamos esse olhar, conseguimos escutar melhor. Conseguimos compreender que muitas dores não são apenas individuais. Elas também são produzidas por contextos que distribuem cuidado, poder e segurança de formas desiguais.

Por isso, compreender trauma e relações de gênero não é um posicionamento ideológico na clínica. É uma necessidade ética e um compromisso social.

Isso nos ajuda a sustentar uma escuta mais cuidadosa, mais informada e mais sensível à complexidade das histórias que chegam até nós.
Porque por trás de cada número, existe sempre uma vida tentando encontrar um pouco mais de espaço para existir.

Quantas dessas histórias você já escutou no consultório?

Ontem minha mãe defendeu o memorial de progressão para professora titular da UFBA.O memorial é um formato bonito de apre...
07/03/2026

Ontem minha mãe defendeu o memorial de progressão para professora titular da UFBA.

O memorial é um formato bonito de apresentar a carreira. Ele não contempla apenas produção acadêmica. Ele conta uma trajetória e mostra como a carreira acontece em paralelo à vida.

E uma coisa foi apontada com muita força pela banca: minha mãe sempre transgrediu o convencional para criar novas possibilidades de cuidado dentro da universidade ⬇️
- Meditação em congressos científicos.
- Adaptação de disciplinas para acolher fragilidades dos alunos.
- Pesquisa com grupos socialmente invisibilizados.
- Abertura do espaço acadêmico para pessoas em situação de rua.
- Ensino, pesquisa e extensão como práticas vivas de cuidado.

E desde criança eu estive perto acompanhando esses movimentos. E isso foi uma grande escola para mim.

Aprendi cedo que cuidado não é apenas técnica.
Cuidado é relação.
É contexto.
É invenção de caminhos quando os modelos prontos não dão conta da vida.

Hoje, olhando para a minha própria trajetória na psicologia, reconheço o quanto essa foi uma das minhas primeiras referências de cuidado.

Na clínica, na universidade ou na vida, ninguém aprende a cuidar sozinho.

E fiquei curiosa para ouvir vocês:
Quais referências de cuidado marcaram a formação de vocês?

Fevereiro foi sobre detalhes que passam despercebidos, mas fazem muita diferença. Contexto não se altera só com grandes ...
02/03/2026

Fevereiro foi sobre detalhes que passam despercebidos, mas fazem muita diferença.

Contexto não se altera só com grandes decisões.
Ele se desloca quando algo pequeno ganha presença.

Nem todo mês vira pelo extraordinário.
Às vezes, vira pelo quase invisível.

E você…
qual detalhe de fevereiro ainda merece ficar com você?

Quando a perda é atravessada por v1ol3nci@, rupturas bruscas e exposição pública, estamos diante de um luto com complica...
26/02/2026

Quando a perda é atravessada por v1ol3nci@, rupturas bruscas e exposição pública, estamos diante de um luto com complicadores que exige atenção diferenciada.

➡️ Estudos indicam que m0rt3s v1ol3nt@s aumentam significativamente o risco de luto prolongado e trauma, quando comparadas a perdas por causas naturais.

Quando o contexto da perda denucia a ruptura da base de segurança e o colapso da figura de apego, estamos diante de ambivalências intensas: amor e ódio, saudade e horror, culpa e indignação coexistindo.

➡️ No Brasil, uma parte relevante das mortes de crianças acontece no contexto familiar, o que amplia a complexidade clínica desses casos.

O manejo na clínica precisa acompanhar essas especificidades.

Antes de aprofundar narrativas, é essencial avaliar estabilização, risco de retraumatização, intensidade da culpa e impacto da exposição social e judicial. Muitas vezes, o sofrimento está na quebra do sentido de mundo.

A questão inicial não é só “como elaborar a perda?”, mas: há recursos suficientes para sustentar esse processo agora?

🧐 Conta aqui: Que hipóteses clínicas você formularia nesse início de acompanhamento?

Ontem recebi uma notícia que deixou o dia difícil... E eu atendi. Não porque eu tinha que atender ou porque, como psicól...
19/02/2026

Ontem recebi uma notícia que deixou o dia difícil... E eu atendi.

Não porque eu tinha que atender ou porque, como psicóloga, sou especialista em "deixar minha vida pessoal do lado de fora".
Eu não sei qual é o lado de fora.
E não sei ser inteira sem ser todas as partes.

Atendi porque a vida é muitas coisas ao mesmo tempo... E foi possível.
Se não fosse, não atenderia!

Algumas dores caminham em paralelo ao trabalho e pedem equilíbrio e autoregulação.
Em outros momentos, vamos precisar pausar, sair do consultório, nos recolher.

Independente da situação, estratégias de regulação, de suporte e acesso a rede de apoio precisam estar ativadas.
Pois são compromisso ético.
São responsabilidade profissional.
São forma de sustentar presença sem se adoecer.

Não esqueçam: somos psicólogas porque somos pessoas. E por sermos pessoas, sentimos, somos relacionais, precisamos de cuidado e pausa.

Se cuidem!

O senso de segurança nasce nos vínculos.Ele se constrói na previsibilidade.Na ideia de que há alguém que nos protege, no...
14/02/2026

O senso de segurança nasce nos vínculos.

Ele se constrói na previsibilidade.
Na ideia de que há alguém que nos protege, nos ampara, nos deixa existir com menos vigilância.

Quando a violência atravessa esse vínculo, não é apenas a relação que se rompe.
É a base, a noção de pertencimento, a experiência de proteção, a confiança de que o mundo é minimamente habitável.

E isso atravessa o modo como transitamos pela vida. Porque segurança relacional não é detalhe.
Ela é fundamento.

Talvez por isso seja tão difícil digerir situações em que a violência é interpessoal - especialmente quando parte de alguém que amamos.

Há rupturas que não cabem em explicações rápidas.
Elas exigem tempo e respeito pela complexidade do que se perdeu.

Que possamos encontrar o nosso tempo para acomodar o que nos atravessa 🫂

Saber de si é mágico! Demorei para entender que não existia um modelo específico de psicóloga clínica. Isso até me fez e...
09/02/2026

Saber de si é mágico!

Demorei para entender que não existia um modelo específico de psicóloga clínica. Isso até me fez evitar o consultório durante a graduação.

Eu achava que ser psicoterapeuta significava ser formal, distante, ter respostas para tudo e seguir uma única abordagem.

Foi o autoconhecimento que me mostrou o contrário.

Me reconhecer me deu sustentação para existir do meu jeito: acolhendo o riso, o café, a criatividade e o vínculo. Isso sem abrir mão da técnica, da ciência e do estudo constante.

Hoje sei que o cuidado acontece no encontro real entre pessoas. E para estar nesse encontro com segurança, é preciso ter chão em si mesma.
Reconhecer fragilidades, fortalecer potências, estar em rede, trocar, pedir ajuda.

O autoconhecimento me abriu para o outro e me deu coragem para ser autêntica na clínica.

Não existe uma forma única de ser psicóloga.
Existe o caminho de cada uma, quando encontra sustentação em si.

Você sente que já encontrou o seu jeito de ser psicóloga ou ainda tenta caber em modelos?

Endereço

Santo Antônio De Jesus, BA

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