30/05/2025
A epilepsia é a doença do sistema nervoso mais comum entre as gestantes. E embora não seja uma doença que contraindica a gravidez, pode trazer riscos tanto para a mãe como para o bebê. Para reduzir os riscos, é importante consultar o médico assistente antes de engravidar, para ajustar a medicação, se internar dos riscos e iniciar uma suplementação adequada.
Devido às alterações hormonais da gravidez e/ou à diminuição da eficácia da medicação antiepilética (em decorrência da menor absorção quando há náuseas e vómitos e devido ao aumento do volume corporal) pode ocorrer uma descompensação do quadro e as crises convulsivas se tornarem mais frequentes.
As grávidas com epilepsia apresentam um maior risco de hemorragias, descolamento prematuro da placenta, atraso do crescimento intra-uterino, pré-eclâmpsia, parto prematuro, e morte fetal e/ou materna.
Apesar disto, a maioria das mulheres com epilepsia controlada não sofre um aumento do número de crises durante a gravidez, e em mais de 90% dos casos a gravidez decorre dentro da normalidade.
Ainda não existe uma medicação antiepilética ideal para ser usada na gravidez, mas medicamentos contendo ácido valpróico devem ser evitados devido aos elevados riscos para o bebê. A associação de medicamentos deve ser evitada, especialmente combinações com ácido valpróico, carbamazepina e fenobarbital.
Portanto as mulheres com epilepsia devem ser acompanhadas e orientadas antes da concepção e durante o pré-natal, que devido a esta condição passa a ser de Alto Risco, para otimizarem o tratamento principalmente no que diz respeito à adesão ao uso da medicação.
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