10/09/2021
10 de Setembro: Dia Mundial de prevenção ao suicídio.
Segundo a OMS, suicídio é o ato deliberado, intencional, de causar morte a si mesmo, sendo considerado um problema de saúde pública. A partir do diálogo podemos quebrar estigmas, tabus e compatilhar informações.
Segundo os dados, a cada 40 segundos um suicídio no mundo e para cada suicídio, em média 20 tentativas. Vamos conversar?
Inicialmente é importante lembrar que trazer o tema, falar sobre suicídio de modo aberto, deve ser pensado e refletido dia a dia, não somente no mês de setembro.
Outro ponto significativo, é que uma pessoa em depressão dependendo das condições e os fatores de risco podem levar ao suicídio porém, não é o único transtorno mental atrelado, por isso a busca de ajuda, identificar e realizar o tratamento adequado podem evitar o suicídio. São sinais importantes: desesperança, desespero, desamparo e impulsividade.
É também importante refletir que o suicídio remete a condições multifatoriais, ou seja, questões sociais, culturais, econômicas, seu contexto vivencial no mundo... são fatores que podem agregar a esse sofrimento psíquico.
Penso que vivenciamos uma cultura ensurdecida, que tem dificuldade em conseguir dialogar com o outro sem apontá-lo ou responsabilizá-lo por sua condição, e ao contrário disso, quando uma pessoa consegue dizer que está em sofrimento, que tem ideação suicida, planejamento, que quer morrer, ela precisa de escuta, amparo, cuidado, afeto, compreensão e presença.
Essa pessoa, provavelmente já se vê limitada, com poucos recursos emocionais para lidar com a realidade que vivencia, você julgá-la nesse momento não vai ajudá-la a sair dessa condição.
Não é frescura, não é para chamar atenção, não é falta de Deus, não é falta do que "fazer". Frases prontas como: "levanta, vai ocupar a mente que passa", talvez seja simples para quem não vivencia essa experiência, porque muita das vezes o sujeito quer, mas lhe falta energias, disposição, ânimo, vontade... E isso, é tão singular, tão daquela pessoa que não devemos generalizar pelas falas prontas que se supõe sobre aquele sujeito.
Podemos evitar os suicídios se olharmos para os detalhes, as falas, os comportamentos e deixarmos ouvir, tirar os tampões que nos ensurdecem e prestar atenção com empatia ao próximo, que é mais próximo do que se imagina.
Você pode buscar ajuda em:
Ambulatório de Saúde Mental
CAPS
UBS
UPA
SAMU
CVV 188
Profissional da Psicologia
Profissional da Psiquiatria
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Samantha Lo Presti de Andrade
Psicóloga
CRP: 06/142667