17/01/2026
Tive a oportunidade de participar de uma entrevista para o Lance!, na qual discutimos, sob a ótica médica e científica, os impactos de alterações crônicas da coluna vertebral em atletas de alto rendimento — a partir do caso do tenista João Fonseca.
Condições como a retificação da coluna lombar, especialmente quando associadas a histórico de fratura por estresse (espondilólise), exigem uma análise criteriosa da biomecânica, da carga esportiva e do contexto individual do atleta. No esporte profissional, não se trata apenas de tratar sintomas, mas de compreender como o corpo absorve impacto, transfere força e responde ao estresse repetitivo ao longo do tempo.
A boa notícia é que a evolução da medicina esportiva, da cirurgia da coluna, da fisioterapia e da preparação física mudou radicalmente o prognóstico desses atletas. O que antes poderia representar o fim precoce de uma carreira, hoje é, na maioria dos casos, uma condição passível de manejo, desde que exista um trabalho contínuo, integrado e altamente especializado.
O foco atual deixou de ser apenas o alívio da dor e passou a ser a correção da causa biomecânica, o controle de carga, o fortalecimento específico e, sobretudo, a educação do atleta sobre o próprio corpo — pilares fundamentais para performance, longevidade esportiva e qualidade de vida.
Agradeço ao Lance! pelo espaço e pela condução responsável do tema, contribuindo para levar informação médica de qualidade ao público esportivo.
📰 Matéria completa disponível no link:
https://www.lance.com.br/tenis/medicos-apontam-riscos-e-limitaces-de-ter-coluna-retificada-como-joao-fonseca.html
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Dr. Gabriel Bessa Gomes
CRM-SP 161.955
Membro do Corpo Clínico do Hospital Ortopédico da AACD
Ortopedista e Traumatologista (SBOT)
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)