Dra. Gizela Kelmann Geriatra

Dra. Gizela Kelmann Geriatra Dra. Gizela Kelmann é médica geriatra e atua em Santos, no Litoral Paulista.
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09/05/2026

Estudos mostram que o estilo de comunicação do cuidador pode tanto desencadear quanto acalmar os sintomas comportamentais. Pequenas mudanças nas palavras que você escolhe podem fazer uma ENORME diferença.

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Qual dessas frases você já usou sem saber que poderia causar agitação?

05/05/2026

Uma pessoa sente fome no final da vida? 🤍

A resposta pode surpreender e aliviar muitas famílias.

O corpo se prepara para partir. E parar de comer faz parte desse processo.

Forçar alimentação ou soro pode causar mais sofrimento do que conforto.

O maior ato de amor no fim da vida é respeitar o corpo e cuidar com presença.

30/04/2026

A terapia da boneca é uma estratégia não medicamentosa usada em alguns idosos com demência moderada a grave, principalmente quando há agitação, ansiedade, gritos ou sofrimento emocional.

Em alguns casos, ela ajuda a acalmar, reduzir agressividade e trazer mais conforto, porque acessa memórias emocionais profundas ligadas ao cuidado, ao vínculo e ao afeto.

Não é para todos. Precisa ser individualizado, sem impor e sempre com respeito.

O objetivo não é “enganar”. É aliviar sofrimento e, muitas vezes, evitar medicações.
Porque a doença pode levar muita coisa… mas não leva a capacidade de sentir e cuidar.




29/04/2026

Quando uma pessoa está próxima ao falecimento, o olhar muda de forma perceptível. Essas alterações são naturais e fazem parte do processo de morte.

**O QUE ACONTECE COM OS OLHOS**

Olhar distante ou vazio: Os olhos parecem "perdidos no horizonte", sem foco
Pupilas não reativas: Param de reagir à luz

Olhos mais saltados: A perda de peso severa (caquexia) faz a gordura ao redor dos olhos diminuir, deixando-os mais proeminentes

Dificuldade em fechar os olhos: As pálpebras podem não fechar completamente

Sem resposta visual: A pessoa pode não reagir quando alguém se aproxima

ISSO NÃO É OLHAR DE MIL JARDAS

Esse termo vem da linguagem militar e se refere a trauma psicológico de guerra. O olhar alterado em pacientes em final de vida é resultado de mudanças físicas naturais, não de trauma emocional.

AUDIÇÃO É O ÚLTIMO SENTIDO

Mesmo quando a pessoa parece inconsciente, não abre os olhos ou não responde

✓ Continue conversando de forma calma e amorosa

✓ Diga palavras de amor, gratidão e despedida

✓ Segure a mão, toque suavemente

✓ Evite conversas perturbadoras perto da pessoa

✓ Assuma que ela pode ouvir tudo

O que realmente importa: estar presente e oferecer amor nos últimos momentos.

27/04/2026

Quando uma família decide colocar um idoso na casa de repouso, eles não acordam um certo dia com essa decisão tomada…É uma decisão que leva tempo.

Sou geriatra e acabo acompanhando de perto e muitas vezes a familia pede minha opinião.
Envolve culpa, dor, dúvidas, conflitos familiares.
É, muitas vezes, uma das decisões mais difíceis da vida de alguém.Só quem convive com um idoso com demência entende como é.
Não é só dar comida e remédio. São noites sem dormir.
São episódios de agressividade, recusa de cuidados, gritos, desconfiança.

É um cansaço que vai se acumulando… E, como se não bastasse, ainda vem o peso do julgamento de quem nunca ajudou a trocar uma fralda. Essa decisão costuma ser consequência de três coisas que vão se somando com o tempo e levam a familia tomar essa decisão.




23/04/2026

Além desses, existem outros sinais que também podem aparecer nos últimos dias ou horas de vida, como diminuição importante da urina, respiração com movimento da mandíbula, dificuldade ou incapacidade de fechar completamente os olhos e mudança no rosto, como queda da prega nasolabial. São sinais que mostram que o corpo está se desligando aos poucos.

E eu sempre gosto de reforçar uma coisa:
reconhecer esses sinais não é desistir do paciente.
É entender em que fase ele está para mudar a prioridade do cuidado.

Nessa fase, o foco deixa de ser tentar reverter o que muitas vezes já não é reversível, e passa a ser aliviar desconfortos, evitar intervenções desnecessárias e acolher a família.

Muitas vezes, o mais importante nesse momento é manter o paciente confortável, em paz, e ajudar quem está ao lado a compreender que o que está acontecendo faz parte do processo natural de fim de vida.

22/04/2026

3 culpas que cuidadores de idosos carregam sem necessidade

Vc cuida de uma pessoa idosa, vc se dedica, vc tenta fazer tudo da melhor forma possivel… e ainda assim vc se sente culpado.

Isso acontece por vc esperar um resultado que talvez nunca apareça… pq quando o idoso está frágil, com doença crônica, o corpo já não responde como antes.

E existem situações que eu vejo que acontecem mesmo com cuidado correto. Essas situações não estao sob o seu controle.

E se tem uma coisa que eu gostaria que você guardasse é:cuidar bem não é controlar tudo.
É fazer o melhor possível dentro do que é possível.E muitas vezes… você já está fazendo muito mais do que imagina.

20/04/2026

1. Quando ele não acredita que está doente (falta de insight)
Aqui, confrontar quase sempre piora.
❌ “Você está doente sim, precisa tratar”
→ gera resistência
✔️ O que funciona:
– mudar a forma de apresentar
– adaptar o signif**ado do remédio
Exemplos práticos:
👉 “Isso aqui é uma vitamina pro cérebro funcionar melhor”
👉 “É pra te dar mais disposição / melhorar o sono”
Em casos mais difíceis, quando há risco (queda, agressividade, delírios):
👉 usar formulações líquidas
👉 diluir em pequena quantidade de alimento (quando seguro e orientado pelo médico)
Não é o ideal… mas às vezes é o que garante segurança.

2. Quando há medo de vício
Esse medo é muito frequente.
✔️ O que fazer:
– explicar com clareza
👉 “Esse aqui não causa dependência” (quando for o caso)
– diferenciar tipos de medicação
– reforçar que o uso é acompanhado
✔️ E combinar reavaliações:
👉 “A gente usa por um tempo e depois reavalia juntos”

3. Quando os efeitos colaterais incomodam no começo
Aqui a família costuma interpretar como “o remédio fez mal”.
✔️ O que fazer:
– avisar antes que pode dar desconforto inicial
– alinhar expectativa
Exemplo:
👉 “No começo pode dar um mal-estar leve, mas isso melhora em alguns dias. A melhora do humor demora um pouco mais.”
✔️ Ajustes práticos:
– tomar à noite (se dá sono)
– iniciar com dose menor (com orientação médica)

4. Quando o custo é um problema
Muitas vezes o idoso não fala.
✔️ O que fazer:
– perguntar diretamente, sem constranger
👉 “Esse remédio está pesado pra você comprar?”
✔️ Buscar alternativas:
– genéricos
– opções no SUS

5. Quando existe vergonha ou estigma
Aqui o remédio vira um “rótulo”.
✔️ O que fazer:
– normalizar
👉 “Muita gente usa, isso é tratamento como qualquer outro”
– evitar termos que assustam
👉 ao invés de “remédio psiquiátrico”, usar
👉 “remédio pra ansiedade / pro sono / pro humor”
✔️ Preservar a privacidade também ajuda
– evitar expor pra outras pessoas sem necessidade

18/04/2026

Por que o idoso com demência grita?

Existem alguns mecanismos por trás disso:
1. Sofrimento interno que ele não consegue explicar.Muitos pacientes vivem como se estivessem “entre dois mundos”:
o ambiente externo f**a confuso, ameaçador… e o mundo interno f**a desorganizado.
Isso gera medo, angústia, sensação de perda de controle.
E o grito vira uma descarga disso tudo.

👉 Não é raro ser uma expressão de sofrimento profundo, vulnerabilidade ou até pânico

2. Necessidades básicas não atendidas
Muitas vezes é algo simples, mas que ele não consegue comunicar:
dor
fome ou sede
vontade de ir ao banheiro
desconforto (frio, calor, posição)

3. Emoções intensas
O idoso pode estar:
com medo
ansioso
frustrado
se sentindo sozinho
E como ele perdeu a capacidade de explicar isso… ele expressa no comportamento.

4. Alteração do ambiente
Barulho, troca de cuidador, mudança de rotina, fim de tarde…
Tudo isso pode desorganizar ainda mais o cérebro.

5. O próprio cérebro doente
Em fases mais avançadas, o grito pode acontecer sem um motivo claro.
Mas mesmo assim, geralmente há algum desconforto por trás.

13/04/2026

Por que eu evito zolpidem nos meus pacientes

Zolpidem e eszopiclona até ajudam a induzir o sono, mas agem de forma muito parecida com os benzodiazepínicos e podem trazer riscos importantes.
Quedas, fraturas, confusão mental, piora da memória e até dependência são efeitos que vemos na prática, principalmente com uso contínuo.
Por isso, em idosos, esses medicamentos não devem ser a primeira escolha.
Antes de pensar em remédio, é fundamental entender o que está por trás da insônia.
Cuidar do sono é muito mais do que fazer dormir.

👉 Me siga para aprender a lidar melhor com o sono e o comportamento do idoso

saudedoidoso

11/04/2026

Os filhos crescem…
cada um segue a própria vida.
Mudam de cidade, f**am distantes.
O cônjuge, às vezes, vai embora sem aviso.
E quando você percebe…
envelheceu.
E está sozinho.
E não… isso não é só tristeza.
A solidão muda o cérebro.
Ela aumenta o estresse, inflama o organismo, prejudica a memória…
e pode acelerar o desenvolvimento de demência.
Mas o mais doloroso não é só o que acontece no cérebro.
É o que acontece na vida.
A pessoa perde o ritmo, perde o interesse…
vai comendo pior, se movimentando menos…
e, aos poucos, vai se desconectando de tudo.
A solidão tira o sentido.
E sem sentido… o cérebro vai apagando.
Por isso, prevenir demência não é só sobre remédio.
É sobre vínculo.
Uma conversa.
Um café junto.
Uma visita.
Uma ligação.
Pequenos encontros que mantêm o cérebro vivo.
Porque ninguém foi feito pra envelhecer sozinho.

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