MeditaKids - Camíla Pavarínì

MeditaKids - Camíla Pavarínì Olá! Eu sou Camila Pavarini, idealizadora e facilitadora do MeditaKids, um programa exclusivo de meditação e mindfulness para crianças.

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26/04/2026

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Calma. Não estou dizendo que seu filho precisa se frustrar o tempo todo para se desenvolver.Também não se trata de expor...
25/04/2026

Calma. Não estou dizendo que seu filho precisa se frustrar o tempo todo para se desenvolver.
Também não se trata de expor a criança ao desconforto de qualquer jeito, nem de ignorar o que ela sente. Mas existe um ponto importante que muitas vezes se perde.

Na tentativa de proteger, muitos pais acabam evitando justamente as experiências que fazem parte da construção emocional da criança.
Evitam o “não” pra não ter choro. Cedem sempre para não gerar conflito. Flexibilizam limites pra manter a rotina mais leve. E eu entendo. No curto prazo, realmente facilita muito mas, com o tempo, isso vai cobrando um preço.

Porque a criança que não se frustra não aprende
a esperar, a lidar com o que não sai como quer,
a atravessar emoções desafiadoras sem se perder completamente.

E isso aparece no dia a dia, bem concreto.
Na hora de desligar a TV, quando precisa ir embora do parque, quando perde um jogo, quando escuta um “não” e tudo desanda.
Esses momentos não são só situações difíceis, são parte da construção emocional.

Não é a frustração sozinha que ensina mas a experiência de sentir, se desorganizar
e, com um adulto por perto, ir aprendendo a se organizar de novo. E aqui está um ponto essencial.
Pais não precisam evitar a frustração, eles precisam acompanhar e sustentar essa experiência.

Sustentar não é ceder ao limite nem retirar o “não”.
É permanecer disponível enquanto a criança sente. É ajudar a nomear o que está acontecendo. É não abandonar emocionalmente no meio da crise.
Quando isso não é sustentado de forma consistente ao longo do desenvolvimento, quando a criança não encontra esse adulto que ajuda a atravessar e reorganizar o que sente, isso tende a não se consolidar emocionalmente.

Na adolescência, costuma vir como muita dificuldade em lidar com limites, irritação intensa quando é contrariado, desânimo rápido diante de qualquer dificuldade, ou uma necessidade constante de fugir do desconforto.

Evitar o desconforto não protege. Adia, e muitas vezes intensifica.
Sem frustração, não há construção emocional.

Camila Pavarini

Sim, nossas crianças e adolescentes também passam por dias muito difíceis para eles. E é importante que possamos compree...
21/04/2026

Sim, nossas crianças e adolescentes também passam por dias muito difíceis para eles. E é importante que possamos compreender esses momentos e o que acontece com eles nessa hora.

A briga com o melhor amigo da escola, perder uma competição de patinação, não conseguir uma boa nota na prova, ser excluído de uma brincadeira, não dar conta de algo que parecia simples… tudo isso atravessa. E atravessa de verdade.

O sistema emocional da criança e do adolescente ainda está em desenvolvimento. O cérebro que regula impulsos, frustração e intensidade ainda está amadurecendo. Então aquilo que, para nós, pode parecer pequenininho, para eles é enooorme, intenso, desorganizador.

Quando comparamos com “problemas de adulto”, a gente não fortalece. A gente diminui o que eles sentem.

Acolher não é concordar com tudo. É ajudá-los a dar sentido ao que sentem, nomear emoções e, aos poucos, construir recursos internos para lidar com elas.

E, nesses momentos, a criança não precisa de mais exigência. Precisa de um adulto que sustente o que ela ainda não dá conta sozinha.

Camila Pavarini

Há 10 anos estive pela primeira vez em uma aldeia indígena. E eu não fazia ideia do quanto aquele encontro ia ficar. Não...
19/04/2026

Há 10 anos estive pela primeira vez em uma aldeia indígena. E eu não fazia ideia do quanto aquele encontro ia ficar. Não como lembrança, mas como algo que me atravessou e, de algum jeito, ainda me atravessa.

De lá pra cá, cada contato foi deslocando a forma como eu olho o mundo. Tem coisas que não se explicam muito, se sentem. E, quando a gente realmente se permite estar, algo muda.

Hoje é dia dos povos originários. Mas não é sobre o passado, é sobre o presente. Não são símbolos. São existências vivas. Atravessadas por resistência, por apagamentos e também por saberes que seguem de pé.

E o que sempre volta pra mim nesses encontros é o pertencimento. Pertencer à terra, ao corpo, ao coletivo, ao tempo. Algo que a gente foi se afastando, muitas vezes sem nem perceber.

Isso mexe em muita coisa. No que a gente chama de desenvolvimento, no que entende como cuidado e até no que nomeia como dificuldade. Nem tudo é individual, nem tudo nasce dentro. Muitas vezes é resposta a rupturas, a apagamentos, a um mundo que não sustenta outras formas de existir.

Talvez a pergunta não seja o que precisa ser ensinado, mas o que foi silenciado ao longo do caminho.
Hoje, mais do que homenagear, pra mim faz sentido reconhecer e escutar.

Porque existem formas de viver e cuidar que não precisam ser adaptadas. E talvez o desafio esteja menos em ensinar e mais em aprender a não apagar.

Você já parou pra pensar que, muitas vezes, na tentativa de proteger, a gente acaba tirando dos nossos filhos a chance d...
17/04/2026

Você já parou pra pensar que, muitas vezes, na tentativa de proteger, a gente acaba tirando dos nossos filhos a chance de aprender?

Quando evitamos contar algo antes, quando poupamos do desconforto a qualquer custo, até alivia no momento, mas também pode impedir que a criança ou o adolescente entre em contato com o que sente, reconheça, nomeie e, aos poucos, aprenda a lidar.
E não se trata de expor demais, nem de deixar a criança “dar conta sozinha”.

É sobre estar junto.
Porque, lá na frente, a pergunta inevitável é como queremos que nossos filhos saibam lidar com as próprias emoções se eles não tiveram espaço seguro para atravessá-las?

A ansiedade, o frio na barriga, a expectativa, tudo isso faz parte da experiência de estar no mundo.
E é no acompanhamento, com presença e suporte, que a criança vai construindo recursos internos para sustentar o que sente.

Não é sobre evitar.
É sobre ensinar que é possível atravessar.
Com você por perto.

Camila Pavarini

16/04/2026

Nem sempre a criança vai conseguir explicar o que está acontecendo, mas o corpo sempre mostra.
Agitação, irritação, silêncio… tudo isso também é linguagem.

É nesse ponto que os recursos terapêuticos entram como apoio concreto, ajudando a dar ritmo, previsibilidade e contorno para emoções que ainda não têm nome.

Esse arco-íris de crochê é um desses recursos simples, mas potentes.
Um pequeno apoio que ajuda o corpo a sair do alerta e encontrar mais equilíbrio.

Camila Pavarini ❤️

Créditos 🌈

Tem criança falando… e tem adulto só esperando a vez de responder.Escutar de verdade não é ficar em silêncio.É estar pre...
16/04/2026

Tem criança falando… e tem adulto só esperando a vez de responder.

Escutar de verdade não é ficar em silêncio.
É estar presente, curioso e disponível para o mundo que ela está tentando mostrar.

Às vezes, por trás de uma frase simples, existe um universo inteiro pedindo encontro.

Camila Pavarini

Se você está tentando fazer o melhor pelo seu filho…esse post é pra você 🤍Cuidar de uma criança envolve amor, mas também...
14/04/2026

Se você está tentando fazer o melhor pelo seu filho…
esse post é pra você 🤍

Cuidar de uma criança envolve amor, mas também muitas dúvidas, culpa e tentativas de acertar.
E, às vezes, na vontade de proteger, a gente pode acabar evitando experiências que também fazem parte do crescimento.

Existem algumas verdades difíceis, mas importantes, sobre o desenvolvimento emocional infantil.
Não para te julgar. Mas pra te ajudar a olhar com mais consciência.

Nesse carrossel, eu compartilho algumas delas.
Se você cuida de uma criança, vale a pena ler até o final.

Camila Pavarini

10/04/2026

Quando a criança perde o controle, não é hora de se afastar.
É hora de ser o apoio que ela ainda não consegue ser pra si mesma.

O brincar é um dos principais caminhos de expressão na clínica infantil. É por meio dele que a criança organiza, de form...
09/04/2026

O brincar é um dos principais caminhos de expressão na clínica infantil. É por meio dele que a criança organiza, de forma possível, aquilo que ainda não consegue elaborar em palavras.

Um barquinho em alto-mar, ondas intensas e ameaças que parecem surgir de todos os lados. Ao brincar, a criança constrói cenas que dão forma às suas experiências, expressando, de maneira possível, como tem sido estar no mundo.

O recurso lúdico, nesse contexto, permite que a criança entre em contato com suas experiências de forma mais segura e possível naquele momento. Aquilo que ainda não encontra linguagem verbal ganha forma, movimento e presença no brincar.

Ao sustentar esse campo com presença, escuta e manejo técnico, acompanhamos o que emerge, apoiando a criança na sua capacidade de se autorregular. É no contato que essas experiências podem ser vividas, reconhecidas e, aos poucos, reorganizadas.

O brincar não é acessório. É linguagem, é caminho de contato, é intervenção clínica. Por trás de cada cena, existe uma experiência que busca ser vista, sentida e acolhida. E é nesse espaço de encontro que o trabalho terapêutico acontece.

Camila Pavarini

ATENDENDO A PEDIDOS... VEM AÍ O ARRAIÁ DO SENTIR – MeditaKids 🗓 25/07⏰ Das 14h às 17h👧🏽👦🏻 Crianças de 5 a 11 anos💰 R$ 80...
17/07/2025

ATENDENDO A PEDIDOS... VEM AÍ O ARRAIÁ DO SENTIR – MeditaKids

🗓 25/07
⏰ Das 14h às 17h
👧🏽👦🏻 Crianças de 5 a 11 anos
💰 R$ 80,00 (com materiais e lanchinho típico)
📍 Rua Dom Lara, 66 – Boqueirão, Santos
(Em caso de mudança de tempo: Av. Siqueira Campos, 544 – Boqueirão)

✨ O que vai ter?

Argila Encantada do Sertão
Criação livre com barro, natureza e imaginação para moldar afetos e histórias sentidas.

Cordel do Sentir
As crianças irão criar, desenhar e escrever seus próprios versinhos ou rimas livres, inspiradas pelas emoções, pela festa e pelo coração nordestino.

Trilhas do Arraiá Brincante
Gincana afetiva com estações para brincar e sentir em grupo:

1️⃣ Pescaria dos Sentimentos
2️⃣ Correio do Afeto
3️⃣ Milho Mágico

🍵 Lanchinho Afetivo + Meditação da Fogueira Interna
Comidinhas típicas preparadas com carinho, roda de encerramento e uma meditação guiada e com instrumentos.

🌽 Um arraiá onde o sentir é o centro da festa.
🌈 Vagas limitadas!

📩 Para garantir sua vaga, envie um direct ou fale com a gente no WhatsApp (13) 98138-2348

Endereço

Avenida Siqueira Campos 544
Santos, SP

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