29/04/2026
Um gatilho emocional é quando uma situação atual ativa, de forma rápida e automática, respostas emocionais associadas a experiências anteriores, muitas vezes sem passar por uma avaliação consciente.
Nesse processo, estruturas como a amígdala detectam ameaça e disparam respostas de defesa, enquanto o córtex pré-frontal (responsável por avaliação e regulação) perde eficiência momentaneamente. O corpo entra em um estado de ativação fisiológica de luta, fuga ou congelamento.
Por isso, intervenções puramente cognitivas nem sempre funcionam nesse momento. Antes de “entender”, é preciso regular.
Algumas estratégias têm base consistente na literatura:
* Respiração lenta e prolongada → modula o sistema nervoso autônomo, favorecendo a ativação parassimpática
* Grounding (atenção aos sentidos) → reduz hiperativação e reorienta para o presente
* Auto-toque → ativa circuitos de segurança e regulação interpessoal
* Movimento corporal → ajuda a completar e descarregar respostas de estresse
Com prática repetida, essas intervenções aumentam a capacidade de autorregulação e reduzem a intensidade dos gatilhos ao longo do tempo.
Referências:
– Porges, S. W. (2011). The Polyvagal Theory
– van der Kolk, B. (2014). The Body Keeps the Score
👩🏻⚕️ Dra. Natacha Capozzi
🧠 Psiquiatria | Medicina Integrativa
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