Dra Natacha Capozzi

Dra Natacha Capozzi Consultório médico que integra os conhecimentos da Medicina Integrativa aos da Psiquiatria Moderna para o cuidado em saúde mental.

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Pensamentos catastróficos não surgem por falta de força emocional.Muitas vezes, são a mente em modo ameaça tentando ante...
05/02/2026

Pensamentos catastróficos não surgem por falta de força emocional.

Muitas vezes, são a mente em modo ameaça tentando antecipar riscos para se proteger.

Um exercício simples e clinicamente utilizado é criar distância do pensamento, em vez de tentar eliminá-lo.

Quando o “pior cenário” surgir, pergunte-se com calma:

* Qual é a evidência real de que isso está acontecendo agora?

* Isso é um fato ou uma hipótese?

* Existe ao menos uma outra possibilidade plausível além da pior?

Esse tipo de questionamento tende a recrutar circuitos de regulação (mais “córtex”, menos reação automática), como descrito em modelos cognitivos da ansiedade (Beck & Clark).

Pensamentos são eventos mentais, não comandos.
Eles podem ser observados, testados e reorganizados.

Se imaginar o pior tem sido constante e exaustivo, o cuidado precisa ir além de exercícios pontuais.

Estou aqui para conduzir esse processo com profundidade e responsabilidade.

As chamadas “canetas emagrecedoras” são medicamentos agonistas de GLP-1, desenvolvidos para o tratamento da obesidade e ...
03/02/2026

As chamadas “canetas emagrecedoras” são medicamentos agonistas de GLP-1, desenvolvidos para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
Em populações bem definidas — como pessoas com IMC ≥ 30, ou IMC ≥ 27 associado a comorbidades — há evidência consistente de benefício, com melhora de parâmetros metabólicos, redução de risco cardiovascular e impacto positivo na saúde global.

Por isso, o uso medicamente indicado dessas medicações não deve ser demonizado — e o medo indiscriminado de qualquer medicamento também pode afastar pessoas de tratamentos ef**azes.

Por outro lado, a expansão do uso puramente estético, fora da indicação clínica, em pessoas sem obesidade, traz preocupação ja que ainda há dados insuficientes, especialmente sobre efeitos psicológicos e impactos a médio e longo prazo.

Uma análise publicada na revista Obesity discute esse cenário como um fenômeno sociomédico, a chamada “magreza farmacológica”, em que o emagrecimento passa a ocupar um lugar de valor moral, social e identitário, e não apenas de cuidado em saúde.

Nesse contexto, os riscos vão além do peso:
* medo persistente de recuperar peso
* ansiedade relacionada ao corpo e à alimentação
* possível dependência emocional do medicamento
* impacto na autoimagem e no valor pessoal

Uso responsável envolve:
✔️ indicação médica adequada
✔️ avaliação global do paciente (física e emocional)
✔️ acompanhamento contínuo

Em saúde, não se trata de ser “a favor” ou “contra” medicamentos.
Trata-se de indicação correta, contexto e cuidado.
👩🏻‍⚕️ Dra. Natacha Capozzi
🧠 Psiquiatria | Medicina Integrativa
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📌 Av. Conselheiro Nébias, 628 – Sala 44 – Boqueirão
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Mudar para Santos transformou profundamente a minha vida.Santos é encontro entre movimento e pausa. Mar, cidade, fluxo e...
26/01/2026

Mudar para Santos transformou profundamente a minha vida.

Santos é encontro entre movimento e pausa. Mar, cidade, fluxo e silêncios que hoje se tornaram raros.

Praticar esportes, me deslocar de bicicleta, vivenciar a praia como espaço coletivo de encontros, tudo isso me trouxe outra forma de experimentar a vida.

Essa experiência pessoal me faz refletir sobre o quanto o entorno importa.
Falar de saúde mental a partir de um território é reconhecer que o ambiente molda o cérebro, o comportamento e as relações.

Ritmos urbanos acelerados, excesso de estímulos e cidades que dificultam o descanso e o encontro impactam diretamente a ansiedade, o sono e a regulação emocional.

Portanto, cuidar da saúde mental é também pensar em cidades que permitam pausa, vínculo e presença e não normalizem o esgotamento como preço do funcionamento.

Em Santos, encontrei muitas dessas possibilidades. Isso não signif**a ignorar as desigualdades, a cidade não é vivida da mesma forma por todos, e falar de saúde mental exige reconhecer as periferias, as diferenças de acesso e os limites reais de cada território.

Ainda assim, celebrar Santos hoje é valorizar que temos coisas maravilhosas aqui, ocupar seus espaços públicos com alegria, arte, esporte e criatividade e também refletir sobre como queremos viver e que tipo de cidade estamos construindo para sustentar saúde de quem vive nela todos os dias.

Que possamos ampliar, cada vez mais, os espaços — externos e internos — onde o cuidado, a alegria, o descanso e a saúde sejam possíveis.
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E ainda ser felicidade
25/01/2026

E ainda ser felicidade

🧠 Saúde mental é privilégio ou direito?Quando falamos de ansiedade, depressão e esgotamento emocional, é impossível sepa...
22/01/2026

🧠 Saúde mental é privilégio ou direito?

Quando falamos de ansiedade, depressão e esgotamento emocional, é impossível separar o indivíduo do contexto em que ele vive.
O Brasil é um país profundamente desigual e o cérebro não é imune a isso.

A ciência já demonstra que o estresse crônico, comum em ambientes de insegurança financeira, sobrecarga e instabilidade, altera o funcionamento do sistema nervoso, hormonal e imunológico.
Viver em modo de sobrevivência constante tem um custo psíquico real e mensurável.

Por isso, saúde mental não é sobre força de vontade.
É sobre acesso, condições de vida, suporte social e cuidado adequado.

Estratégias como alimentação possível, movimento, vínculos humanos e sono ajudam, sim,mas reduzem danos, não substituem tratamento quando há adoecimento psíquico.
Transtornos mentais não são falha pessoal. São condições de saúde.

Falar de saúde mental sem falar de acesso é uma conversa incompleta.
Cuidar da mente não deveria ser luxo, deveria ser direito.

Como médica, acredito que informar com ciência, empatia e responsabilidade social também é uma forma de cuidado.
Ampliar esse debate faz parte do tratamento.

Se esse conteúdo te fez refletir, compartilhe.
A conversa sobre saúde mental precisa alcançar mais pessoas.
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Quando alguém querido tem problemas com uso de álcool ou outras substâncias, quase sempre o sofrimento se estende àquele...
20/01/2026

Quando alguém querido tem problemas com uso de álcool ou outras substâncias, quase sempre o sofrimento se estende àqueles com quem convivem.

Pais, filhos, parceiros e irmãos passam a viver em alerta: observam o humor, os horários, os sinais de recaída. Tentam conversar do jeito certo, insistem, cedem, brigam, se culpam. Aos poucos, a vida gira em torno do uso.

A psicologia e a literatura sobre Transtorno por Uso de Substâncias são claras em um ponto fundamental:
👉 o transtorno não se resolve pelo esforço emocional da família.

O uso de substâncias não é falta de caráter nem falta de amor. Envolve alterações no funcionamento do cérebro, padrões de comportamento, fatores emocionais e contextuais. Por isso, ninguém “faz o outro parar” controlando, vigiando ou se sacrif**ando.

Muitas famílias acabam ocupando, sem perceber, um lugar de contenção, tentam evitar recaídas, controlar ambientes, antecipar riscos. Mas o que os estudos mostram é que esse papel gera ansiedade crônica, culpa e esgotamento — e não reduz o risco de uso. Ao contrário, costuma adoecer quem tenta sustentar tudo sozinho.

Cuidar de alguém com TUS não signif**a abrir mão da própria segurança física ou emocional. Pelo contrário, colocar limites é também um chamado a responsabilidade do outro. É autorregulação. É reconhecer que você não controla o comportamento do outro, mas pode escolher onde f**a e até onde vai.

A mudança real acontece quando a própria pessoa se envolve em tratamento estruturado, constrói suporte e assume responsabilidade sobre si. E isso não nasce do sacrifício silencioso de quem está ao redor.

Você pode amar sem se anular.
Pode manter vínculo sem se colocar em risco.
Pode cuidar sem adoecer junto.

Isso não é frieza ou indiferença. É saúde mental para todos os envolvidos.

📚 Referência:
Orford J. Coping with Alcohol and Drug Problems: The Experiences of Family Members. Routledge.
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🌿 Nem todo antidepressivo vem em forma de comprimido.Na Medicina do Estilo de Vida, entendemos que o cérebro responde e ...
16/01/2026

🌿 Nem todo antidepressivo vem em forma de comprimido.
Na Medicina do Estilo de Vida, entendemos que o cérebro responde e muito às escolhas cotidianas.

Antes (e junto) da farmacoterapia, existem pilares capazes de modular o humor, reduzir inflamação, regular neurotransmissores e fortalecer a resiliência emocional de forma consistente, baseada em evidências científ**as.

✨ Neste carrossel, compartilho 6 “antidepressivos” naturais, sustentados pela ciência e aplicáveis à prática clínica:

• Manejo do estresse e da hiperativação do eixo HPA
• Cultivo de hobbies, propósito e aprendizado contínuo
• Conexões sociais de qualidade
• Exposição à luz natural pela manhã e higiene do sono
• Alimentação plant-based como ferramenta terapêutica
• Integração corpo–mente no cuidado diário

🧠 O impacto vai além do alívio de sintomas:
há melhora do foco, do humor, da clareza mental, da cognição e da qualidade de vida como um todo.

📌 Um cuidado necessário: quando falamos em estilo de vida, é fundamental considerar a realidade social brasileira.

A saúde mental não é construída no vazio, ela é atravessada por condições de trabalho, renda, tempo disponível, acesso e sobrecarga.

Essas orientações não partem da ideia de que “basta querer”. Cada pessoa, dentro da sua própria realidade, pode buscar escolhas mais saudáveis sem responsabilização ou culpabilização individual por questões estruturais.

Esses pilares não negam as desigualdades, são ferramentas de cuidado possível, que podem (e devem) ser adaptadas à realidade de cada um, buscando, dentro do que é viável, aquilo que melhor cuida de você.

📍 Importante: isso não substitui tratamento médico quando indicado.
Mas potencializa resultados, reduz recaídas e promove um cuidado mais completo, individualizado e sustentável.

Cuidar da saúde mental é também cuidar da forma como você vive, dorme, se alimenta, se conecta e se regula todos os dias.
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Dormir pouco não é uma escolha inofensiva.É uma negociação que o corpo nunca aceita.Você pode tentar “compensar” no fim ...
14/01/2026

Dormir pouco não é uma escolha inofensiva.
É uma negociação que o corpo nunca aceita.

Você pode tentar “compensar” no fim de semana, usar café como muleta ou acreditar que está acostumado a dormir mal.
Mas a biologia não funciona assim.

A privação de sono desregula hormônios, aumenta cortisol, favorece ganho de gordura abdominal, piora ansiedade, memória, foco e acelera processos inflamatórios e neurodegenerativos.
Sem sono profundo, o cérebro não se “limpa”. O sistema glinfático falha. Proteínas tóxicas se acumulam. O risco cobra juros.

👉 Dormir 7 horas não é luxo.
👉 Não é meta.
👉 É o mínimo biológico para manter saúde mental, metabólica e cognitiva.

E não, melatonina não faz milagre.
Suplemento não corrige rotina desorganizada.
O que sustenta o sono é regularidade, escuridão, temperatura adequada e consistência diária — inclusive aos fins de semana.

Se você sente que vive cansado, irritado, ansioso ou improdutivo, talvez o problema não seja falta de força de vontade.
Talvez seja falta de sono de verdade.

Sono não acumula.
E economizar agora custa caro depois.
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A obesidade é hoje compreendida como uma condição crônica e multifatorial, com componentes biológicos, comportamentais, ...
09/01/2026

A obesidade é hoje compreendida como uma condição crônica e multifatorial, com componentes biológicos, comportamentais, psicológicos e sociais.

Por isso, o tratamento ef**az não se resume à restrição calórica nem apenas ao uso de medicamentos.

As diretrizes atuais indicam que o cuidado precisa incluir avaliação de saúde mental, comportamento alimentar, impulsividade e relação com o corpo.

Quando medicamentos para emagrecimento são usados sem essa avaliação adequada, aumentam os riscos de:

* descontinuação precoce do tratamento
* baixa adesão
* recaídas
* sofrimento psíquico associado

Isso acontece porque fome, saciedade, impulso e recompensa não são apenas físicos.

Eles são regulados por circuitos cerebrais complexos, que envolvem dopamina, serotonina, noradrenalina e sistemas relacionados ao estresse, ao humor e ao controle do impulso.

Assim, o papel da psiquiatria não é “tratar o peso”, mas compreender como aquele cérebro funciona diante da comida, do corpo e da busca por alívio emocional.

Em determinados perfis, o tratamento com medicamentos pode ser um recurso importante.
Em outros, se usado de forma isolada, pode não sustentar resultados ou até intensif**ar sofrimento emocional que já existia.

Se a mente é ignorada, o corpo até pode responder no curto prazo, mas o custo costuma aparecer depois.

💬 O papel da psiquiatria no emagrecimento é integrar cérebro, comportamento e história emocional, para que o tratamento seja seguro, ef**az e duradouro.
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Você já percebeu como algumas coisas aliviam na hora, mas logo depois deixam um cansaço estranho, mais ansiedade ou um v...
07/01/2026

Você já percebeu como algumas coisas aliviam na hora, mas logo depois deixam um cansaço estranho, mais ansiedade ou um vazio difícil de explicar?

Isso é o funcionamento da dopamina no cérebro.

A dopamina é um neurotransmissor ligado à motivação, ao impulso e à sensação de recompensa.
Ela é liberada quando o cérebro entende que algo é importante para buscar de novo.

O problema é que nem toda dopamina constrói bem-estar.

A dopamina ligada ao prazer imediato é fácil, acessível e estimulante. Ela aparece no scroll infinito , no açúcar, nas compras impulsivas, nos excessos que prometem alívio rápido.

O cérebro gosta.
Mas cobra depois.

📉 O efeito costuma ser curto, seguido por:

* aumento da ansiedade
* sensação de vazio
* necessidade de repetir o estímulo
* perda da capacidade de sentir prazer em coisas simples

Já a dopamina construída no processo é diferente.
Ela surge no esforço contínuo, no cuidado diário, nas escolhas que não dão recompensa imediata, mas reorganizam o cérebro ao longo do tempo.

📚 Exercício regular, vínculos reais, rotina estruturada, alimentação consciente, psicoterapia.
Nada disso é excitante no início.
Mas tudo isso fortalece os circuitos de bem-estar duradouro.

Enquanto o prazer rápido estimula,
o prazer construído sustenta.

Na saúde mental, não buscamos picos, buscamos estabilidade, sentido e autonomia emocional.

✨ Cuidar do cérebro é aprender a escolher o que nutre, não apenas o que alivia.

📲 Se você sente que está sempre buscando algo para preencher um vazio, eu posso te ajudar a entender esse ciclo com ciência e profundidade. Vamos conversar.
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Mais do que simbólico, o Ano Novo é uma oportunidade de atualizar o sistema interno: reorganizar hábitos, revisar padrõe...
31/12/2025

Mais do que simbólico, o Ano Novo é uma oportunidade de atualizar o sistema interno: reorganizar hábitos, revisar padrões emocionais e abrir novas possibilidades de funcionamento.

A neurociência nos lembra que somos seres moldáveis — a plasticidade cerebral permite fortalecer conexões saudáveis, reduzir rotas disfuncionais e criar caminhos de bem-estar emocional. Mas essa transformação não acontece pela cobrança ou pelo perfeccionismo. Ela acontece quando unimos consistência e autocompaixão.

A autocompaixão evita que o Ano Novo se torne uma lista de metas inalcançáveis.
Ela permite reconhecer limites, ajustar rotas e cultivar mudanças possíveis, sustentáveis e coerentes com a vida real. Não se trata de “fazer mais”, mas de se convidar a fazer com presença e cuidado, respeitando ritmos, corpo e processos internos.

Que 2026 seja um ano de crescimento emocional, equilíbrio e descobertas internas —
não porque você se exigiu demais, mas porque se tratou com carinho, gentileza e responsabilidade.💛
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O transtorno bipolar não é apenas uma mudança de humor: é também uma alteração do relógio biológico.O cérebro de quem vi...
29/12/2025

O transtorno bipolar não é apenas uma mudança de humor: é também uma alteração do relógio biológico.
O cérebro de quem vive com bipolaridade é mais sensível a pequenas variações de rotina — sono irregular, mudanças de horário, luz noturna, viagens, fins de semana desorganizados. Esses ajustes, que parecem mínimos, podem alterar ritmos internos e impactar o humor de forma signif**ativa.

Ritmos circadianos (sono–vigília) e ritmos sociais (hora de comer, trabalhar, interagir) funcionam como âncoras para o cérebro. Quando essas âncoras se movem, o sistema nervoso pode interpretar como instabilidade, aumentando risco de aceleração (hipomania/mania) ou queda emocional.

Evidências científ**as apontam que a Terapia Interpessoal e do Ritmo Social (IPSRT), ao estruturar ritmos de sono e rotina, fortalece o cérebro contra instabilidades e melhora a regulação do humor.
Manter horários estáveis, proteger o sono e reduzir “quebras de ritmo” pode fazer diferença profunda no curso da bipolaridade.

Compreender esse funcionamento não é sobre rigidez — é sobre autoconhecimento biológico. Quando você respeita o seu ritmo, seu cérebro responde com mais estabilidade, previsibilidade e bem-estar.

Se você deseja aprender estratégias práticas para alinhar seu relógio biológico e regular seu humor de forma sustentável, podemos trabalhar juntas com base em ciência e cuidado humano.
💛
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Categoria

Saúde Mental e Medicina Integrativa

Sou médica integrativa, praticante de mindfulness, vegetariana e mãe do Laos. Uma das minhas paixão é conhecer pessoas e auxiliá-las no cuidado e redescoberta de sua saúde.

Sou formada em Medicina pela FMABC, pós graduada em Medicina Integrativa pelo Hospital Israelita Albert Einstein, possuo formação em Mindfulness Based Relapse Prevent pela UNIFESP e pós graduação em Psiquiatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP. Atuo como médica colaboradora no Grupo de Psicose do Instituto de Psiquiatria do HC- FMUSP e no ambulatório de Psiquiatria Geral da Santa Casa de São Paulo.

Participei dos cursos Introduction to Integrative Mental Health e Whole Systems of Medicine Ayurveda pelo Arizona Center for Integrativa Medicine, University of Arizona.

Entre 2013 e 2017, atuei no SUS com diversas populações, incluindo populações rurais, usuários de álcool e dr**as e pessoas em situação de alta vulnerabilidade.