26/01/2026
Mudar para Santos transformou profundamente a minha vida.
Santos é encontro entre movimento e pausa. Mar, cidade, fluxo e silêncios que hoje se tornaram raros.
Praticar esportes, me deslocar de bicicleta, vivenciar a praia como espaço coletivo de encontros, tudo isso me trouxe outra forma de experimentar a vida.
Essa experiência pessoal me faz refletir sobre o quanto o entorno importa.
Falar de saúde mental a partir de um território é reconhecer que o ambiente molda o cérebro, o comportamento e as relações.
Ritmos urbanos acelerados, excesso de estímulos e cidades que dificultam o descanso e o encontro impactam diretamente a ansiedade, o sono e a regulação emocional.
Portanto, cuidar da saúde mental é também pensar em cidades que permitam pausa, vínculo e presença e não normalizem o esgotamento como preço do funcionamento.
Em Santos, encontrei muitas dessas possibilidades. Isso não signif**a ignorar as desigualdades, a cidade não é vivida da mesma forma por todos, e falar de saúde mental exige reconhecer as periferias, as diferenças de acesso e os limites reais de cada território.
Ainda assim, celebrar Santos hoje é valorizar que temos coisas maravilhosas aqui, ocupar seus espaços públicos com alegria, arte, esporte e criatividade e também refletir sobre como queremos viver e que tipo de cidade estamos construindo para sustentar saúde de quem vive nela todos os dias.
Que possamos ampliar, cada vez mais, os espaços — externos e internos — onde o cuidado, a alegria, o descanso e a saúde sejam possíveis.
👩🏻⚕️ Dra. Natacha Capozzi
🧠 Psiquiatria | Medicina Integrativa
📍 Atendimento presencial e online em Santos – SP
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