19/04/2026
Tenho vivido meus dias com mais presença e intenção.
Tomei a decisão de não deixar a vida passar sem que eu a viva de verdade. Tenho me permitido perceber os detalhes — as cores, os sabores, os tons, os cheiros… e não apenas o que é agradável, mas também aquilo que não é tão fácil de sentir.
Porque, no fim, não é sobre quanto se tem ou onde se está, mas sobre como se vive e com quem se compartilha.
Tenho feito da minha vida uma espécie de sala de terapia: um lugar onde eu me permito olhar nos olhos, sentir, estar e permanecer. Sem fugir. Sem anestesiar.
A maternidade abriu essa porta em mim. Com a Sol, aprendi sobre presença. Com a Eva, tenho sido convidada a viver isso de forma ainda mais profunda — quase como um chamado diário ao agora.
Decidi que, enquanto eu puder, não haverá distrações entre nós. Não vou adiar o brincar, a conversa, o encontro. Não quero trocar o agora por um depois que nunca chega.
Como diz em Eclesiastes: “Há um tempo para todas as coisas debaixo do céu.”
E esse tempo… é agora.
Não quero viver presa ao passado, nem antecipando o futuro. Para frente é que se anda, mas é no presente que a vida acontece.
Também está escrito: “Melhor é aproveitar o que se tem diante dos olhos do que viver correndo atrás do vento.” (Eclesiastes 6:9)
E é isso que eu escolho: não correr atrás da vida, mas vivê-la enquanto ela está aqui.
Me doar inteira ao agora, como ele se apresenta — para que, lá na frente, eu não sinta saudade do que não vivi… mas gratidão pelo que foi vivido com intensidade.
Porque, no fim, como também nos lembra Eclesiastes, tudo passa.
E justamente por isso… viver não pode ser em vão.