27/02/2026
Hoje esse vídeo ganha um significado ainda mais profundo.
Quando gravei essas palavras, eu já sabia que, segundo a medicina, estávamos diante de um fim anunciado. Existia consciência. Existia preparo. Mas acima de tudo, existia amor vivido.
A partida da Christiane Feitosa confirma aquilo que eu disse no vídeo: não é sobre um único dia de despedida. É sobre uma vida inteira de presença.
Na psicanálise, entendemos que o luto começa muito antes da perda concreta. Ele atravessa a percepção da finitude, mobiliza nossas memórias, revisita nossa história com o outro. E, nesse processo, algo muito importante se revela: quando houve verdade na relação, o vazio não é de culpa — é de saudade.
E a saudade é o amor que permanece.
Eu não precisei dizer tudo no último dia.
Porque foi dito ao longo dos anos.
Foi vivido.
Foi demonstrado.
Isso muda a forma como atravessamos a dor.
Christiane cumpriu sua jornada com retidão, entrega e amor. E hoje, minha fé sustenta aquilo que o meu coração já sente:
“O justo perece, e ninguém pondera isso no coração; homens piedosos são tirados, e ninguém entende que os justos são tirados para serem poupados do mal. Aqueles que andam retamente entrarão na paz; acharão descanso na morte.”
Isaías 57:1-2
Não é sobre interrupção.
É sobre descanso.
Não é sobre fim.
É sobre paz.
No Renascimento Saúde, falamos sobre renascer mesmo em meio à dor. E renascer não significa esquecer. Significa integrar. Significa permitir que a memória se transforme em legado, e que o amor continue estruturando quem somos.
Não é adeus.
É um até breve.
Em memória à vida de
Christiane Feitosa
★ 14/09/1974
† 26/02/2026