21/10/2015
E QUANDO A SEPARAÇÃO ACONTECE?
Toda separação é difícil e dolorosa mesmo que não haja mais amor entre o casal, o sofrimento é inevitável. Sofrem pela frustração de um casamento mal sucedido, sofrem pelo medo das mudanças que vão ocorrer, pela rotina que estavam habituados que não mais vai existir, sofrem até pela ausência do parceiro, mas sofrem muito mais quando no meio disso tudo há os filhos! É certo que a separação vai impactar os filhos de alguma forma, mas esse impacto pode ser amenizado quando o processo de separação acontece de uma maneira mais saudável. Então a melhor solução é evitar a separação e continuar com um casamento infeliz cheio de brigas e conflitos constantes? Não! É pior! Ao presenciar as brigas dos pais, os filhos sofrem, e entendem que todo conflito deve ser resolvido com violência e agressividade. Portanto, ás vezes a separação pode sim ser a solução mais adequada para aquela família. Os filhos querem ver os pais felizes, e isso vai refletir em suas vidas, é essa felicidade que eles vão buscar em seus futuros relacionamentos, então nem sempre persistir em um casamento onde o casal não está feliz é a melhor opção. E como evitar um sofrimento maior nos filhos? Primeiramente, os filhos devem sem comunicados sobre a separação assim que essa decisão for tomada, é um erro um dos pais desaparecer do convívio da criança sem que nada seja dito. O tempo entre o aviso da separação e a saída definitiva de um dos genitores da casa, fará com que a criança elabore e internalize tudo o que está acontecendo e assim saberá lidar com as mudanças que terá que enfrentar. Também poderá conversar com os pais sobre o fim do casamento, seus medos e preocupações. Se possível os dois pais devem estar presente quando a separação for anunciada, assim a criança ouvirá uma única história e evita de um colocar a culpa no outro. A criança não precisa saber o doloroso motivo da separação, isso é algo pessoal do casal e não cabe ao filho, mas mentiras também não devem ser contadas. Tudo tem que acontecer de forma sincera e direta, sem falsas promessas. É muito importante que fique claro ao filho que a culpa não é dele e que independente da separação ele continuará sendo muito amado por ambos os pais, e explicar toda a mudança que vai acontecer. A forma como o filho vai lidar com a separação, depende diretamente do comportamento dos pais, de como interagem entre si. Não necessariamente precisam se tornar amigos, mas é importante que estabeleçam uma relação de respeito. Não falar mal do outro genitor para o filho, não transferir a raiva para o filho, não fazer chantagem, não fazer o filho de espião, não tirar a autoridade do outro, ser parceiros e manter a mesma educação, são comportamentos que se adotados contribuirá para que todo o processo se torne saudável para a criança. Infelizmente nem sempre os pais entram em um acordo e conseguem manter uma boa relação. Há casos em que a mãe ainda ressentida com o fim do casamento, dificulta as visitas regulares a fim de punir o ex marido, e até mesmo na ilusão de que possam reatar o casamento. E há casos do pai se ausentar aos poucos até enfraquecer os laços afetivos com os filhos, ou porque o tempo disponível não é compatível com o tempo disponível do filho, ou por dificuldade de fazer acordo extra judiciais com a mãe para ver os filhos em outros momentos, ou por ter formado outra família. Então nesses casos é importante observar a criança e ver de que forma essa situação está impactando na vida pessoal e escolar, como problemas de aprendizagem, agressividade, mudanças no comportamento, entre outros "pedidos de socorro", sendo necessário o genitor buscar ajuda de um profissional.