30/04/2026
A ressonância magnética da coluna é o exame de maior sensibilidade para avaliar discos, raízes nervosas, medula e partes moles. No entanto, seu resultado deve ser sempre interpretado em conjunto com a clínica do paciente e nunca de forma isolada.
Estudos populacionais mostram que alterações como protrusões discais, degeneração e espondilose são encontradas em grande parte dos adultos assintomáticos acima dos 40 anos. Isso significa que um exame "alterado" não implica, necessariamente, necessidade de tratamento cirúrgico. A decisão clínica se baseia na correlação entre sintomas, exame físico e imagem.
Por outro lado, a ressonância pode ser urgente quando há sinais de alerta: déficit neurológico progressivo, suspeita de síndrome da cauda equina, infecção ou tumor. Nesses casos, o exame não deve ser adiado. Saber quando pedir a ressonância, e como interpretá-la corretamente, é o que diferencia um diagnóstico preciso de um tratamento equivocado.