16/04/2026
Estamos vivendo a semana de provas por aqui e, desde a primeira que tiveram, me proponho a sentar junto: ler, discutir, fazer questões e relembrar o estudado.
É gostoso ver, ano após ano, a evolução deles na forma de estudar, na qualidade das respostas e, especialmente este ano, na profundidade dos questionamentos. O uso que fazem do material mudou; saiu do passivo — de quem apenas escuta e decora — para o ativo, de quem compreende, reflete e questiona.
Desde o início da maternidade, entendi que eu tinha muito mais a aprender do que a ensinar, e esta semana não foi diferente.
Enquanto estudávamos Geografia, eu lia sobre as “ações do homem” e as interferências na natureza. Foi quando minha pequena gigante perguntou: “Por que escrevem o tempo inteiro ‘o homem’? Nunca colocam a mulher…”. Expliquei que, quando o texto quer se referir a um grupo de ambos os gêneros, usa-se “o homem” para generalizar.
Na lata, ela disparou: “Então deveriam escrever ‘os seres humanos’”.
Sabemos que as crianças são o futuro, aquelas que vão mudar nossa forma de existir no mundo. Mas, no dia seguinte, por força do hábito, li “os homens” novamente. Desta vez, foi meu pequeno gigante quem me corrigiu: “Ohhh mãe... os seres humanos, as pessoas. Lembra?”.
Eu espero nunca mais esquecer. Não é uma simples mudança de palavra; é uma revolução feita dia a dia, em cada ação que os constitui. É, sobretudo, sobre dar importância às conversas vivas que temos com as crianças que nos rodeiam.
Que a próxima geração saiba e sustente que somos todos seres humanos. E isso é muita coisa!