27/01/2026
Às vezes, desagradar é o primeiro passo pra finalmente se respeitar.
Vamos pensar juntos: por que é tão difícil se colocar em primeiro lugar?
Por que tanta gente prefere engolir o incômodo, aceitar o que não quer, dizer “sim” quando tudo dentro grita “não”?
Talvez porque, lá atrás, você aprendeu que ser amado dependia de ser agradável. Que manter a paz valia mais do que sustentar a própria verdade. E aí cresceu confundindo amor com obediência, aceitação com silêncio, cuidado com anulação.
Mas deixa eu te dizer uma coisa com carinho (e com respaldo da psicanálise): esse movimento constante de agradar tem um custo alto demais, a sua própria presença.
Freud já dizia: “Tornar-se consciente é, antes de tudo, um trabalho de luto” (1915). E é mesmo. Luto da imagem ideal de quem agrada sempre. Luto da fantasia de que é possível ser amado por todos sem nunca se frustrar, sem nunca frustrar ninguém.
Se respeitar, às vezes, significa desagradar. E tudo bem. Não é egoísmo, é existência.
Então te pergunto, com honestidade:
Quantas vezes você se deixou de lado só pra não decepcionar alguém? E até quando isso vai valer a pena?