13/12/2025
Vivemos em sociedade e, por isso, ocupamos papéis.
Assumimos funções, ajustamos gestos, criamos personagens para cada contexto. Isso é parte do convívio humano.
Mas os lugares e as pessoas com quem escolhemos permanecer precisam oferecer outra coisa. Precisam ser espaços onde possamos ser nós mesmos, por inteiro.
Quando isso não acontece, algo se rompe. Aos poucos, a pessoa se perde da própria pessoalidade. Vive tentando sustentar o que não é, aprende a se esconder dos próprios desejos e, sem perceber, vai se afastando de si ao longo do caminho.