16/02/2026
É tão bom poder olhar para essas quatro salas e perceber que elas contam a minha história. Elas não são apenas ambientes físicos. São capítulos. Durante meus 6 anos de formada, cada espaço acolheu dores, silêncios, lágrimas, risos tímidos, reconstruções, elaborações. Mas também me acolheu em transformação constante.
A primeira sala talvez carregasse a minha insegurança por estar começando e, ao mesmo tempo, a coragem de quem decidiu confiar no próprio sonho.
A segunda pode ter sido o tempo de ajustar, experimentar, descobrir o meu jeito de escutar.
A terceira já traz um pouco mais identidade, que tive que pausar por um tempo.
E a quarta não é apenas uma sala: é a consolidação de todo meu percurso.
Mudanças externas quase sempre acompanham mudanças internas. Trocar de sala pra mim, também foi trocar de fase, é permitir que o meu crescimento tivesse novos contornos.
É entender que permanecer não signif**a f**ar no mesmo lugar, mas continuar fiel ao que faz sentido. Na vida, como na clínica, não evoluímos sem deslocamento.
Mudar exige luto pelo que foi, mas também abre espaço para o que pode vir a ser. Essas salas mostram que nada foi estático, nem eu. E isso é maturidade.
Que a gente nunca tenha medo das mudanças que nos ampliam. Porque crescer, muitas vezes, é ter coragem de reorganizar o próprio espaço, por dentro e por fora.
Qual fase da sua vida hoje pede um novo espaço?
Permita-se mudar! 🌻