01/09/2018
Os alimentos fisiologicamente ativos, denominados alimentos funcionais, são definidos basicamente como “os alimentos potencialmente saudáveis, que proporcionem benefícios à saúde além dos nutrientes tradicionais que o compõem, devendo ser seguro para o consumo sem orientação médica” (CARVALHO et. al., 2013, p.2). Dentre os componentes químicos envolvidos na funcionalidade desses alimentos, encontram-se carotenoides, ácidos graxos, probióticos, fibras, compostos sulfurados e compostos fenólicos (entre eles os curcuminóides) (HARADA, 2015).
A curcumina é um pigmento amarelo, caracterizado como principal componente ativo obtido do rizoma seco da planta Curcuma longa, uma raiz pertencente à família do gengibre (Zingiberaceae) (ARABBI, 2001). Popularmente conhecida no Brasil como açafrão-da-terra, gengibre amarelo e açafrão-da-Índia, é reconhecida cientificamente como alimento funcional. A curcumina contem fitonutrientes antioxidantes fortes, denominados curcuminóides (curcumina, demetoxicurcumina e bisdemetoxicurcumina), que atuam nas vias inflamatórias e antioxidantes (LIMA, 2015). A cúrcuma contém, ainda, em sua composição óleos essenciais (componentes principais: turmerona e cetonas aromáticas). É disponibilizada em forma de corantes alimentícios e suplementação nutricional.
A cúrcuma mostra-se como um suplemento nutricional eficaz, despertando o estudo de suas propriedades funcionais quando consumida diariamente, na forma de cápsulas, em associação às refeições. Embora a parte mais usada para as preparações seja o caule, as folhas também são aproveitadas. Para uma melhor absorção, é recomendado o consumo concomitante com pimenta, gengibre ou azeite (BRUNELLI, 2015).
É contra-indicada na gravidez, necessitando de orientação médica e o uso em excesso pode vir a causar enjoo e irritação gástrica.
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Patrícia Esper
CRF-MT 4919