23/12/2025
A sina de Ofélia vem da literatura, sim.
Mas podia muito bem ser um caso contado no grupo das amigas hoje. 👇🏻
Ofélia era aquela menina doce, educada, quietinha.
Daquelas que todo mundo elogia dizendo:
“Que guria querida... tão comportada.”
🚨Primeiro alerta da fofoca, inclusive.
Ela se apaixona por Hamlet - príncipe confuso, emocionalmente indisponível, cheio de drama interno e claramente precisando de terapia.
Mas né... Shakespeare não tinha plano de saúde.
O problema?
Ofélia nunca foi dona da própria vida.
O pai, Polônio, mandava em tudo.
O irmão vivia dando sermão.
O Hamlet amava... mas sumia, voltava estranho, descontava nela e chamava isso de amor.
Ou seja:
nenhuma paz, nenhum espaço, nenhuma voz.
A fofoca piora quando o pai resolve usar a própria filha pra ESPIONAR o Hamlet.
Sim, gente. Ela vira instrumento.
E como boa menina obediente, aceita. Engole seco. F**a quieta. Como mandaram.
Aí o caos:
Hamlet mata o pai dela (sem querer, mas matou).
Ninguém acolhe a Ofélia.
Hamlet enlouquece mais ainda e passa a tratar ela como se fosse nada.
Resultado?
Ofélia quebra por dentro. 💔
Começa a falar sozinha, cantar, distribuir flores — cada flor com um significado.
Indireta fina, diga-se de passagem.
Mas ninguém quis entender. Porque mulher quando sofre em silêncio é “dramática”, né?
E o final da fofoca é o mais absurdo:
Ela cai num rio e morre afogada.
Até hoje ninguém sabe se foi acidente... ou se ela simplesmente desistiu.
Resumo do resumo, pra quem perdeu:
Ofélia não morreu de amor.
Ela morreu de:
— silêncio
— obediência
- solidão emocional
- gente mandando nela o tempo inteiro
E foi daí que nasceu a tal sina de Ofélia: mulheres que sentem demais, se anulam demais e só são lembradas quando já é tarde.
E aí você vai quebrar ou manter a sina? 🙆🏻♀️