10/12/2025
A história de Emilia Clarke, talentosíssima, reconhecida mundialmente e, ao mesmo tempo, sobrevivente de dois aneurismas, nos lembra de algo que esquecemos com frequência: o corpo sempre fala. A questão é se estamos ouvindo.
Antes da fama, Emilia era apenas uma jovem artista buscando espaço. Depois de “Game of Thrones”, tornou-se símbolo global. Mas no auge dessa visibilidade, enfrentava dores, tensão extrema, sobrecarga, expectativas inalcançáveis e um trauma neurológico que quase tirou sua vida.
Ela seguiu, silenciosamente, ultrapassando limites que nenhum corpo deveria sustentar sozinho. E esse é um ponto que atravessa qualquer pessoa, em qualquer profissão: a resistência não é sinônimo de saúde.
É aqui que a terapia somática entra.
Enquanto muitas abordagens focam apenas na mente, a somática lembra que estresse crônico, exaustão emocional e sobrecarga de performance se manifestam fisicamente, muito antes de virarem adoecimento.
O corpo responde ao que tentamos “racionalizar”:
• tensão constante no pescoço e ombros,
• dificuldade de respirar fundo,
• fadiga persistente,
• insônia,
• sensação de “desligamento”,
• lapsos de memória,
• irritabilidade sem motivo claro.
São alertas. E ignorá-los tem custo.
A somática nos convida a reconectar sensação, emoção e presença.
A baixar a guarda interna.
A reconhecer limites antes que eles sejam rompidos.
A transitar do modo sobrevivência para o modo existência.
Emilia Clarke reconstruindo sua vida após traumas cerebrais não é apenas uma história de superação, é um lembrete poderoso: não precisamos esperar o corpo quebrar para começar a cuidar dele.
No trabalho, na liderança, no empreendedorismo ou na vida pessoal, autoconsciência corporal é uma das habilidades mais estratégicas que podemos ter.
E, muitas vezes, é o que impede que o excesso vire adoecimento.
Saúde somática não é luxo. É prevenção. É maturidade emocional. É sustentabilidade humana.
E você?
Como tem escutado o seu corpo nos últimos meses?
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