29/09/2025
O Hospital Dom Joaquim, administrado pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS), realizou pela primeira vez um procedimento de implante de válvula aórtica transcateter (TAVI) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para viabilizar o avanço, o IMAS investiu em tecnologia, possibilitando a aplicação da técnica, considerada menos invasiva e mais segura para pacientes cardíacos de alto risco cirúrgico, como foi o caso do idoso de 80 anos diagnosticado com estenose aórtica que foi beneficiado pelo procedimento.
Segundo o médico cirurgião cardiovascular Dr. Américo Kitawara, a escolha pela TAVI se deu porque o paciente apresentava risco cirúrgico elevado devido à idade e às comorbidades. “A grande vantagem do procedimento é que não há necessidade de uma otimização prévia complexa, apenas o controle das comorbidades, que o paciente já vinha realizando antes da indicação cirúrgica”, explica.
O procedimento durou cerca de 60 minutos e contou com a participação direta do cirurgião e de um instrumentador, com toda a equipe de cirurgia aberta de sobreaviso para qualquer eventualidade. Após a intervenção, o paciente permaneceu 24 horas na UTI e outras 12 horas na enfermaria, evoluindo bem para a alta hospitalar.
Para Ederson Nunes Jacinto, enfermeiro perfusionista do hospital e integrante da equipe que realizou o procedimento, a novidade representa um avanço importante no acesso da população a um tratamento de alta complexidade. “Apesar de ser um método já conhecido em grandes centros, o custo elevado faz com que sua realização ainda seja limitada. O SUS cobre parte do valor, mas o procedimento envolve uma equipe multidisciplinar e insumos de alto custo. O Instituto Maria Schmitt não mediu esforços e destinou um investimento robusto para viabilizar o procedimento, garantindo que ele pudesse ser oferecido pelo SUS. Graças a esse comprometimento, o hospital conseguiu realizar o primeiro caso e já se prepara para atender outros pacientes que aguardam pelo mesmo tratamento”, afirma.