24/03/2026
Foi mais ou menos um ano de espera.
Entre os primeiros sintomas, a biópsia inconclusiva, depois a definitiva, a cirurgia, o dreno, a dúvida sobre fazer ou não a quimioterapia, o exame externo que ajudou na decisão, a programação da radioterapia… e, por fim, as 5 sessões, que se encerraram hoje.
A palavra “câncer” chega como um susto.
É como um chacoalhão da vida, daqueles que fazem tudo parar por um instante, para que o olhar se redirecione, e as prioridades sejam recalculadas.
Assusta.
Gera angústia, medo, revolta (“por que comigo?”).
Traz uma montanha-russa de emoções durante a espera pelos exames, a incerteza dos resultados, a fé que cresce justamente quando tudo parece mais frágil…
E, aos poucos, vem também a alegria de vencer cada etapa, cada pequeno passo, como em uma maratona, onde o tempo e a resistência fazem toda a diferença.
É impossível passar por tudo isso sem ser transformado. A vida realmente vira!
E os olhos já não enxergam o mundo da mesma forma. (Confesso que, mesmo como acompanhante, isso me marcou profundamente).
Hoje é um dia muito especial para nós.
É a última sessão de radioterapia da minha mãe.
E eu só posso agradecer.
A Deus, por permitir que eu ainda tenha a sua presença comigo por muitos e muitos anos.
E à medicina, que evoluiu tanto a ponto de possibilitar diagnósticos cada vez mais precoces e tratamentos com maiores chances de sucesso.
Meu agradecimento também a todos os profissionais envolvidos: mastologista, cirurgião, oncologista, radioterapeuta, equipes de enfermagem, farmácia, recepção… e ao setor de radioterapia da Santa Casa.
Que a felicidade que sentimos hoje possa alcançar também todos aqueles que estão começando essa jornada.
Que cada tratamento seja mais leve, mais esperançoso…
E que, em breve, muitos possam celebrar esse mesmo momento que estamos vivendo aqui.
Obrigada a todos pelo carinho.
Seguimos firmes, e muito mais fortes. ❤️