24/11/2025
Dia desses eu ouvi uma pessoa que trabalha com engajamento em redes sociais e Google dizendo que todo profissional precisa ter um nicho. Explico, precisa ser especialista de uma partícula de sua área.
O algoritmo que tudo sabe e tudo vê me entregou uma enxurrada de psis que fizeram bem feito essa cartilha e cada um especialista em algo: autoestima, términos, lutos, etc, etc, etc.
Há dias que venho digerindo essa ideia do nicho (que de início na minha cabeça veio a imagem do móvel em formato de cubo que parecem caixinhas) e pensando no quanto eu gosto de gente! Das mais diversas, das mais controversas, de gente que é real e justamente por ser real não cabe em caixinhas.
O meu trabalho que acaba aparecendo pouco por aqui, por ética e respeito, é um trabalho artesanal, é no um a um e exige tempo, confiança e vínculo. Se estou olhando pro nicho terei condutas prontas e um manual pra ser seguido vai se fazendo presente.
Pra onde vai a escuta daquela pessoa ou num termo mais analítico daquele sujeito?
As ferramentas falarão de um método e não de um sujeito.
Convido a todos que lerem essas palavras a pensarem com seriedade o que está cabendo viver nesse mundo em que o sofrimento é cada vez mais capitalizado de maneiras que muitas vezes nem pensamos ser possível.
O que você pensa sobre isso?