01/11/2025
Essa gestação da Andressa foi um tanto quanto tensa, o médico que iniciou não nos passou confiança, pelo contrário passou medo dizendo que teríamos complicações no parto, pois tínhamos saído de um parto pouco mais de um ano.
Em um ultrassom a médica responsável também somou para essa tensão aumentar, até encontrarmos a Dra Cleidiane que nos passou confiança e segurança, mas ainda ecoava em nossa mente as falas dos médicos anteriores, eu acredito que não foi feito isso de maneira equivocada, havia sim seus riscos como toda gestação e parto pode ter, mesmo porque era a quarta cesária e em pouco tempo duas.
O que cabia a nós era tomar os cuidados necessários e muita oração, chegando a reta final a ansiedade e nervosismo foram aumentando, a ponto de ver a Andressa chorando nas últimas missas, até chegar o momento do parto.
Rezamos o caminho todo até o hospital, sentia no semblante da Andressa um ar de desespero tentando ser forte, na minha cabeça parecia que ela estava se despedindo, delegou várias funções da empresa para mim e eu tentei negar, mas estava confuso entre aceitar e não aceitar.
O corredor daquele hospital parecia não ter fim, cada passo era angustiante, cada espera era uma flecha que atravessava o peito.
19h era o horário marcado, 19h23 fomos chamados para sala de cirurgia, a pediatra me pediu para sentar em um banquinho do lado de fora até que tudo estivesse pronto para começar que iriam me chamar, foi mais ou menos de 5 a 10 minutos essa espera, mas parecia uma eternidade, minha respiração ficou ofegante, não conseguia raciocinar direito, até que respirei fundo e comecei algumas orações.
Comecei pelo pai nosso, duas ave-marias, glória, credo e salve rainha, quando terminei a salve rainha fui interceder por nossa senhora, nessa hora fechei os olhos e duas pergunta veio a minha cabeça, “porque está com medo? Que fé é essa?”
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