04/06/2020
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Essa citação é do livro “Intolerância Religiosa”, do babalorixá, doutor em Semiótica e Linguística e professor Sidnei Nogueira. É o oitavo título da Coleção Feminismos Plurais, coordenada por mim. A religião é uma das dimensões da cultura mais afetadas pelos efeitos nocivos (e fatais) das práticas cotidianas de discriminação e intolerância. No Brasil, além de “intolerância religiosa”, devemos falar em racismo religioso. As Tradições de Matriz Africana que existem no território brasileiro, por terem origem negra, sempre significaram uma violação para os racistas religiosos. Os ataques e depredações a terreiros e espaços dedicados à prática coletiva da religiosidade, a criminalização, o desemprego, a segregação e as inúmeras formas de violência ainda fazem parte da vida de quem pratica as religiosidades de origens negras. Os crimes de ódio são o resultado de um estigma construído: o racismo religioso não tolera existências e marca o diferente como anormal, inaceitável e até perigoso. Neste ano, o racismo religioso se agravou muito. Os dados do Disque 100 e os relatos de discriminação nos mostram a urgência dessa discussão no Brasil. O livro de Sidnei Nogueira, lançado esse ano, se propõe a discutir a intolerância e o racismo religioso com saberes que curam e restauram. O livro está disponível na versão impressa e em e-book, pode ser adquirido através do site da editora pelo link na minha bio.