Psicóloga Shana Sebben Lovatto -Tapejara/RS e Região

Psicóloga Shana Sebben Lovatto -Tapejara/RS e Região Psicóloga - CRP: 07/19514
Psicoterapia, Aval. Psicossocial e Psicológica, Orientação Vocacional

Na visão da Psicanálise, quando uma pessoa se anula para caber nas expectativas dos outros, ela acaba se afastando de qu...
16/03/2026

Na visão da Psicanálise, quando uma pessoa se anula para caber nas expectativas dos outros, ela acaba se afastando de quem realmente é. Em vez de criar pertencimento, isso gera um vazio interno. Desde Freud, entende-se que cada indivíduo possui desejos, emoções e necessidades próprias. Quando esses aspectos são constantemente reprimidos para agradar ou evitar rejeição, a pessoa constrói uma espécie de “personagem” para ser aceita. O problema é que esse personagem pode até caber nas expectativas externas, mas não representa o verdadeiro eu. Na prática, isso significa que a pessoa pode até estar cercada de gente e ainda assim sentir que não pertence a lugar nenhum, porque precisou abandonar partes importantes de si mesma. É como viver fora da própria identidade. Por isso, na Psicanálise, quando uma pessoa se anula para caber nas expectativas dos outros, ela acaba se afastando de quem realmente é. Em vez de criar pertencimento, isso gera um vazio interno. Por isso, o processo de autoconhecimento busca justamente reconectar o indivíduo com seus desejos e sua história, permitindo que ele se posicione no mundo de forma mais autêntica. Quando alguém começa a reconhecer quem é, seus limites e suas necessidades, deixa de tentar caber em qualquer espaço e passa a buscar lugares e relações onde possa existir sem precisar se diminuir. Em outras palavras: quem precisa se anular para ser aceito não encontrou ainda um lugar saudável de pertencimento, porque o verdadeiro pertencimento só acontece quando podemos ser nós mesmos.

O céu sempre ocupou, na vida humana, um lugar entre o visível e o imaginado. Na Psicanálise, ele pode ser visto como uma...
12/03/2026

O céu sempre ocupou, na vida humana, um lugar entre o visível e o imaginado. Na Psicanálise, ele pode ser visto como uma espécie de “tela psíquica” onde projetamos nossos desejos, medos e fantasias mais profundas. Ao olhar para o céu, o sujeito não vê apenas nuvens ou estrelas. Ele vê também algo de si mesmo.
Desde a infância, o céu costuma representar o infinito, aquilo que está além do alcance e, justamente por isso, desperta curiosidade e desejo. Ele pode funcionar como metáfora do inconsciente: vasto, silencioso e cheio de elementos que aparecem e desaparecem, como nuvens que se formam e se dissolvem sem que possamos controlá-las. Há também no céu uma dimensão de contemplação que suspende momentaneamente o ruído interno. Ao erguer os olhos, nos afastamos do cotidiano imediato e encontramos um espaço simbólico onde podemos elaborar emoções e pensamentos. O céu, então, torna-se um espelho distante da própria vida psíquica, às vezes claro e sereno, outras vezes carregado de tempestades, porém SEMPRE em MOVIMENTO.
Talvez seja por isso que olhar o céu provoque uma sensação paradoxal, pois ao mesmo tempo em que nos lembra da nossa pequenez, também nos conecta com algo maior dentro de nós mesmos. Como se, ao contemplar o céu, estivéssemos também contemplando a profundidade da nossa própria mente. Quem mais aí adora apreciar o céu?

11/03/2026

Você pode ser substituível no que você faz, mas jamais em quem você é. Você pode ser substituído naquilo que faz porque as funções pertencem ao campo do simbólico: cargos, tarefas e papéis são estruturas que existem antes e depois de qualquer indivíduo. Na lógica social, sempre haverá alguém capaz de ocupar o mesmo lugar e executar a mesma atividade. No entanto, no plano do ser, cada sujeito é irredutivelmente singular. Sua história, seus afetos, suas faltas, seus desejos e a maneira única como você marca o mundo não podem ser reproduzidos por ninguém. A psicanálise nos lembra que o sujeito não se resume à função que desempenha; ele é atravessado por experiências e significações que o tornam insubstituível. Assim, ainda que outro possa repetir seus gestos ou assumir sua posição, jamais poderá ser o lugar único que você ocupa na trama das relações e do desejo.

Na Psicanálise, a saturação mental pode ser compreendida como um estado em que o aparelho psíquico encontra dificuldade ...
10/03/2026

Na Psicanálise, a saturação mental pode ser compreendida como um estado em que o aparelho psíquico encontra dificuldade em elaborar e simbolizar o excesso de estímulos, conflitos ou afetos. Quando há sobrecarga de conteúdos psíquicos conscientes e inconscientes, o sujeito pode experimentar cansaço mental, irritabilidade ou sensação de bloqueio, pois os mecanismos de elaboração e representação ficam momentaneamente comprometidos. Nesse sentido, a saturação mental indica um limite temporário da capacidade do psiquismo de processar experiências, exigindo pausas, reorganização interna e, muitas vezes, espaço de escuta e reflexão. Você já sentiu como se sua mente simplesmente não desligasse? Pensamentos atropelando uns aos outros, preocupações se acumulando e uma inquietação que impede o descanso, mesmo quando se está exausto. Esses são sinais de saturação mental. Vivemos cercados de estímulos: notificações, prazos, expectativas e comparações constantes, para um cérebro que, mesmo poderoso, não consegue dar conta de tudo. Nosso cérebro é poderoso, sem dúvida. Mas ele também precisa de pausas. Ignorar esses sinais pode levar a quadros de irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração e até sintomas físicos, como dores de cabeça e insônia. Reconhecer quando sua mente pede descanso é um ato de autocuidado. Pode ser dar um tempo das telas, ficar alguns minutos em silêncio, respirar fundo ou simplesmente não fazer nada. O ócio, quando consciente, é reparador. Permita-se relaxar. Porque, muitas vezes, é só no silêncio que conseguimos entrar em contato com verdades importantes, que são aquelas que precisamos ouvir sobre nós mesmos. Não há problema algum em ter uma mente ativa. O problema é quando a intensidade se torna tão alta que, em vez de produzir bons pensamentos, passa a gerar sofrimento e angústia. Se quiser conversar sobre isso, conte comigo! A psicoterapia pode te ajudar a identificar os sinais de sobrecarga mental e a construir uma rotina mais saudável e leve, com você mesmo e com seus pensamentos.

A psicanálise nos lembra que o desejo humano raramente se satisfaz no primeiro movimento. Entre o querer e o alcançar ex...
09/03/2026

A psicanálise nos lembra que o desejo humano raramente se satisfaz no primeiro movimento. Entre o querer e o alcançar existe um caminho feito de tentativas, frustrações e repetições. Muitas vezes, quando sentimos vontade de desistir, não é porque o caminho terminou, mas porque tocamos no limite da nossa própria angústia." As chaves da porta" podem ser várias em nossas vida, e talvez nenhuma funcione. Mas a verdade é que só descobrimos qual é a chave certa tentando até o fim. E, muitas vezes, é justamente a última chave que abre a porta.

Do ponto de vista psicanalítico, desistir cedo pode ser uma forma de evitar o encontro com aquilo que realmente desejamos. Porque abrir a porta também significa atravessar algo novo, lidar com mudanças, responsabilidades e até com nossos próprios medos inconscientes. Por isso o sujeito, sem perceber, às vezes para um passo antes.

Persistir não é negar o sofrimento do caminho, mas reconhecer que o desejo tem valor suficiente para continuar tentando. Cada tentativa não é um fracasso: é uma elaboração, uma aproximação daquilo que realmente nos move.

No fim, quando a porta se abre, percebemos que não era apenas sobre encontrar a chave certa. Era sobre nos tornarmos alguém capaz de continuar tentando até encontrá-la.

Hoje é dia de celebrar a força, a sensibilidade e a profundidade de cada mulher.  Dia de reconhecer que, dentro de cada ...
08/03/2026

Hoje é dia de celebrar a força, a sensibilidade e a profundidade de cada mulher. Dia de reconhecer que, dentro de cada uma, existe um universo único, repleto de sonhos, desafios, conquistas e recomeços. Ser mulher é caminhar entre a razão e a emoção, entre o colo e a coragem, entre o cuidado genuíno com o outro e a necessidade – tantas vezes adiada – de cuidar de si mesma. A todas as mulheres, deixo aqui minha admiração e gratidão pela potência de transformação, pela resiliência e pela capacidade de oferecer amor e equilibrar forças em um mundo que tanto cobra. Que o Dia da Mulher seja um dia de reconhecimento – e que esse respeito e a valorização sejam realidade todos os dias do ano! Que cada mulher se orgulhe de quem é e se permita viver com liberdade e plenitude. Feliz Dia da Mulher!

Ser mulher é carregar histórias de força, sensibilidade e coragem. Durante muito tempo, muitas vozes femininas foram ign...
08/03/2026

Ser mulher é carregar histórias de força, sensibilidade e coragem. Durante muito tempo, muitas vozes femininas foram ignoradas, silenciadas ou subestimadas. Por isso, falar sobre respeito, escuta e valorização da mulher é falar sobre justiça, dignidade e humanidade.

Toda mulher merece ser respeitada em sua essência, em suas escolhas, em sua forma de viver e de se expressar. Respeitar uma mulher significa reconhecer seu direito de ocupar espaços, de opinar, de decidir sobre sua própria vida sem medo de julgamentos ou violência.

Ser ouvida é um passo fundamental para a igualdade. Quando uma mulher fala, ela não está apenas expressando pensamentos, mas também experiências, sentimentos e perspectivas únicas. Ouvir uma mulher com atenção e consideração é reconhecer que sua voz tem importância e que suas ideias têm valor.

Valorizar uma mulher vai além de elogios superficiais. É reconhecer sua capacidade, sua inteligência, seu trabalho, suas conquistas e também suas lutas. É apoiar seus sonhos, incentivar seu crescimento e caminhar ao seu lado com respeito e parceria.

Uma sociedade mais justa começa quando aprendemos a enxergar a mulher como ela realmente é: forte, capaz, sensível e essencial. Respeitar, ouvir e valorizar as mulheres não é apenas um gesto de gentileza, é um compromisso com um mundo mais humano e igual para todos.

O dia hoje terminou assim, com um lindo arco-íris, e este, pode ser visto como uma metáfora bonita para a Psicanálise. A...
05/03/2026

O dia hoje terminou assim, com um lindo arco-íris, e este, pode ser visto como uma metáfora bonita para a Psicanálise. Assim como ele surge quando a luz encontra a chuva, revelando cores que antes estavam escondidas, a Psicanálise procura revelar aspectos do inconsciente que permanecem invisíveis no cotidiano. Para Freud, muitos pensamentos, desejos e conflitos ficam reprimidos dentro de nós, como cores que existem na luz, mas que nem sempre conseguimos enxergar. Quando começamos a olhar para dentro de nós mesmos na Psicoterapia, essas “cores internas” podem aparecer. Cada cor do arco-íris pode representar emoções, memórias e partes da nossa história que formam quem somos. Às vezes há nuvens e tempestades, mas é justamente depois delas que o arco-íris aparece. Assim, a Psicoterapia Psicanalítica nos convida a atravessar nossas próprias chuvas emocionais para descobrir a diversidade de sentimentos e significados que existem dentro de nós, revelando que, mesmo nas dificuldades, há sempre novas cores a serem compreendidas. Vem descobrir e compreender as cores que estão em você? Para agendar, basta chamar no WhatsApp (54) 9 9658 4761

A noite é o território simbólico onde o eu perde suas bordas mais rígidas. Quando o dia se encerra, com sua lógica produ...
03/03/2026

A noite é o território simbólico onde o eu perde suas bordas mais rígidas. Quando o dia se encerra, com sua lógica produtiva e iluminada, algo do inconsciente ganha permissão para emergir. A escuridão não é mera ausência de luz. Ela funciona como um véu que suspende as defesas do ego e nos aproxima daquilo que, durante o dia, mantemos recalcado. É nesse cenário que o sujeito se encontra mais vulnerável e, paradoxalmente, mais verdadeiro.

Olhar a lua é um gesto carregado de ambivalência psíquica. A Lua não possui luz própria; ela reflete a luz do sol. Aquilo que projetamos nela retorna sob forma de fascínio, melancolia ou contemplação silenciosa. O sujeito, ao admirá-la, não vê apenas um astro distante, vê algo de si mesmo, de sua falta constitutiva.

Na tradição psicanalítica, a noite frequentemente simboliza o espaço do inconsciente. É o tempo dos sonhos, da regressão, do retorno do reprimido. A lua, suspensa no céu noturno, assume uma função quase materna: constante, cíclica, reguladora de ritmos invisíveis. Seu movimento remete ao ciclo, à repetição, ao eterno retorno. A repetição não é simples insistência; é tentativa de elaborar o que não pôde ser simbolizado.
Contemplar a lua pode, então, ativar um estado de introspecção em que o sujeito se aproxima de sua própria incompletude. A distância entre o olhar e o objeto celeste representa a distância entre o eu e o desejo. Não tocamos a lua, assim como não alcançamos plenamente aquilo que nos move. No entanto, é justamente essa impossibilidade que sustenta o desejo e dá forma à subjetividade. A noite, portanto, não é apenas cenário. Ela é condição psíquica. E o olhar dirigido à lua torna-se um ato silencioso de autoencontro. No brilho pálido que recorta a escuridão, algo do inconsciente se ilumina: não para ser totalmente compreendido, mas para ser sentido.

Dar a volta por cima não é um movimento externo de vitória sobre o mundo, mas um trabalho interno de reconstrução de si ...
02/03/2026

Dar a volta por cima não é um movimento externo de vitória sobre o mundo, mas um trabalho interno de reconstrução de si diante da própria falta. Não se trata de ganhar ou perder, mas de sustentar o desejo mesmo quando a realidade impõe frustrações, quedas e perdas. A vida impõe renúncias, limites e lutos. O nosso eu (ego) constantemente atravessado pelas exigências do mundo externo, pelas pressões do superego e pelos impulsos e desejos do id, precisa aprender a tolerar frustrações. Dar a volta por cima, nesse sentido, é fortalecer esse "eu mediador", ampliando sua capacidade de suportar a dor sem se fragmentar. Dar a volta por cima não significa negar a dor ou fingir que nada aconteceu. Ao contrário. É reconhecer a ferida, permitir-se atravessá-la e, ainda assim, não se reduzir a ela. Trata-se de um trabalho de elaboração, de transformar o sofrimento em palavra, simbolizar o trauma, reinscrever a perda na própria história. Dar a volta por cima é um movimento íntimo e silencioso do sujeito diante da própria falta.
Independentemente do que você esteja passando, a travessia é possível porque você não se resume ao acontecimento. Você não é a perda, não é o erro, não é o momento difícil. Você é aquele que atravessa tudo isso. E atravessar não é vencer o mundo, e sim continuar existindo com dignidade psíquica, sustentando seu desejo mesmo quando o chão parece faltar. No fim, dar a volta por cima não é sobre chegar primeiro, nem sobre provar algo a alguém. É sobre permanecer fiel à própria história, mesmo quando ela dói. É sobre nunca, em momento algum, desistir de si.

Uma árvore florida no fim de semana é mais do que uma paisagem bonita, é uma metáfora viva do tempo psíquico. Durante a ...
28/02/2026

Uma árvore florida no fim de semana é mais do que uma paisagem bonita, é uma metáfora viva do tempo psíquico. Durante a semana, nos ocupamos com as exigências do mundo externo, como galhos que sustentam responsabilidades. Mas é no fim de semana que algo do nosso interior pode florescer. Assim como a árvore não apressa sua floração, o inconsciente também respeita seu próprio ritmo. As flores que surgem são resultado de um longo trabalho invisível das raízes, tal como nossos afetos, desejos e conflitos, que se elaboram silenciosamente até encontrarem forma. O fim de semana, então, pode ser esse intervalo simbólico onde suspendemos a pressa e permitimos que algo de nós apareça: um desejo esquecido, um descanso necessário, um encontro consigo. Contemplar uma árvore florida é recordar que o florescimento não é permanente, mas é legítimo. Há tempo de produzir, e há tempo de florescer. E talvez a saúde psíquica esteja justamente em reconhecer e respeitar esses ciclos internos.

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Rua Coronel Lolico, 357 Em Frente Ao CFC (Detran)
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