Psicólogo Eliseu Pires

Psicólogo Eliseu Pires Atendimento para adolescentes, adultos e idosos.

29/04/2026

27/04/2026


“Esse sou eu de luto.”Sou eu quando o dia pesa e o silêncio fala alto.Sou eu quando a saudade aperta e as lágrimas vêm s...
24/04/2026

“Esse sou eu de luto.”

Sou eu quando o dia pesa e o silêncio fala alto.
Sou eu quando a saudade aperta e as lágrimas vêm sem pedir licença.
Mas também sou eu quando, de repente, sorrio ao lembrar de algo bonito.

No luto, eu posso.
Posso ficar triste, posso chorar.
Posso me recolher, posso me perder em pensamentos.
Mas também posso rir, posso dançar, posso sentir leveza por alguns instantes.

O luto não é uma linha reta.
É um caminho feito de contrastes, de idas e vindas, de emoções que se misturam.
E tudo bem.

Sentir tudo isso não diminui o amor que existiu.
Não desrespeita a dor.
Ao contrário, honra a profundidade do vínculo.

“Esse sou eu de luto”: inteiro, humano, atravessando cada emoção como ela vem.

E, aos poucos, aprendendo a existir com a ausência — sem deixar de sentir a vida.

Conversas difíceis têm um peso que assusta, porque nos colocam diante da vulnerabilidade: dizer o que sentimos, expor fr...
20/04/2026

Conversas difíceis têm um peso que assusta, porque nos colocam diante da vulnerabilidade: dizer o que sentimos, expor frustrações, admitir limites. Muitas vezes evitamos esse encontro por medo de conflito, de rejeição ou de ferir o outro. No entanto, do ponto de vista psicológico, é justamente nesse espaço de verdade que os vínculos se tornam mais reais e profundos.

Relações que valem a pena não são aquelas livres de tensão, mas aquelas capazes de sustentar o desconforto sem romper. O diálogo, mesmo quando imperfeito, abre possibilidade de elaboração, de compreensão mútua e de transformação. Ele permite que o que está implícito ganhe forma, e que o outro nos enxergue para além das suposições.

O silêncio, por outro lado, nem sempre é paz — muitas vezes é defesa. Ele pode carregar ressentimentos não ditos, expectativas frustradas e emoções que não encontraram espaço. Com o tempo, esse silêncio vai criando distâncias invisíveis, enfraquecendo o vínculo de maneira silenciosa e progressiva. O que não é dito não desaparece; apenas se acumula.

Falar é um risco, mas calar pode ser um afastamento. Vínculos verdadeiros não se sustentam na ausência de conflitos, mas na coragem de atravessá-los juntos.

17/04/2026
15/04/2026
06/04/2026

Há um momento silencioso na vida em que os papéis começam, lentamente, a se inverter.

Os pais, aqueles que um dia foram sustentação, passam a precisar de cuidado.

Cuidar de pais envelhecidos é, antes de tudo, um encontro com o tempo. Um tempo que já não é mais o da pressa, da produção ou da conquista, mas o tempo da repetição, da lentidão e, muitas vezes, do esquecimento. A memória, que antes organizava a identidade, começa a falhar. Nomes se perdem, histórias se confundem, e, por vezes, somos nós que precisamos lembrar por eles quem são, e quem fomos juntos.

Mas há também o outro lado, o do cuidador.
Cuidar cansa. Cansa o corpo, cansa a mente, cansa a alma. Há dias em que o amor não se apresenta como sentimento bonito, mas como escolha. Escolha de permanecer, de sustentar, de não abandonar. E isso gera ambivalência. Há amor, mas há também irritação. Há compaixão, mas há também exaustão. E tudo isso precisa ser legitimado.

Há um luto que acontece antes da perda concreta. Um luto pela autonomia que se foi, pela conversa que já não é a mesma, pelo reconhecimento que começa a falhar. É o luto pelo pai que já não aconselha, pela mãe que já não lembra. E esse luto precisa de espaço.
Ainda assim, há algo de profundamente humano e transformador nesse caminho.

Cuidar de quem nos cuidou é tocar na experiência da finitude, da dependência e do amor em sua forma mais crua, aquela que não exige retorno, que não se apoia na reciprocidade imediata, mas na história compartilhada.

Talvez, no meio do cansaço, seja possível encontrar pequenos instantes de sentido: um olhar que ainda reconhece, um gesto automático de carinho, uma memória que, por um breve segundo, retorna inteira. São fragmentos, mas são preciosos.
E, sobretudo, é preciso lembrar: quem cuida também precisa ser cuidado.

Sustentar esse lugar sozinho pode adoecer. Dividir, pedir ajuda, reconhecer limites, tudo isso não diminui o amor. Pelo contrário, o torna mais possível, mais verdadeiro, mais humano.
Porque, no fim, cuidar de pais envelhecidos não é apenas sobre eles, é também sobre nós, sobre quem nos tornamos ao atravessar esse caminho.

A Páscoa, simbolicamente, vai muito além de um evento religioso — ela toca um dos temas mais centrais da psique humana: ...
05/04/2026

A Páscoa, simbolicamente, vai muito além de um evento religioso — ela toca um dos temas mais centrais da psique humana: a morte e o renascimento.

Na perspectiva da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, a Páscoa pode ser compreendida como a expressão de um arquétipo profundo: o arquétipo da transformação. A morte de Cristo não é apenas um fim, mas um mergulho necessário na sombra — esse lugar interno onde habitam nossas dores, medos, culpas e partes rejeitadas de nós mesmos. Já a ressurreição simboliza o retorno à vida, mas não à mesma vida: trata-se de um renascimento psíquico, uma ampliação da consciência.

Esse movimento é o que Jung chamaria de processo de individuação — o caminho em que deixamos de ser apenas quem aprendemos a ser, para nos tornarmos quem, de fato, somos em essência.

A Páscoa, então, nos convida a uma pergunta silenciosa, porém profundamente transformadora:
o que em mim precisa morrer para que algo novo possa nascer?

Talvez sejam padrões antigos, relações que já não fazem sentido, crenças que limitam, ou até versões de nós mesmos que já não sustentam mais a vida que desejamos viver.

Mas é importante lembrar: não há renascimento sem travessia. Antes da luz, há o vazio. Antes da vida nova, há o luto do que se foi. E muitas vezes resistimos a esse processo, porque ele exige entrega, fé e coragem de atravessar o desconhecido.

A Páscoa, nesse sentido, não é apenas sobre celebração — é sobre transformação. É sobre permitir-se morrer simbolicamente para aquilo que aprisiona, e confiar que, do outro lado, existe uma vida mais autêntica esperando para emergir.

Talvez, neste momento da sua vida, a verdadeira ressurreição não seja voltar a ser quem você era…
mas, finalmente, tornar-se quem você sempre foi.

Hoje, 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo.O símbolo do infinito colorido nos lembra que a neurodiversi...
02/04/2026

Hoje, 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
O símbolo do infinito colorido nos lembra que a neurodiversidade é vasta e que cada pessoa no espectro autista é única. A verdadeira inclusão vai além de uma data; ela acontece quando oferecemos as ferramentas e o suporte necessário para que cada indivíduo possa florescer, fazer suas próprias escolhas e alcançar uma vida plena.
Autonomia não significa fazer tudo sozinho; significa ter a liberdade e o ambiente propício para ser quem se é e alcançar os seus objetivos, com o apoio que for preciso.
Vamos juntos ouvir as vozes autistas, aprender sobre suas experiências e construir um mundo mais inclusivo, acolhedor e respeitoso para todos. A conscientização é o primeiro passo; a ação é o que gera a mudança.

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