Instituto Márcia Gonçalves

Instituto Márcia Gonçalves CONSULTAS , CURSOS DE EXTENSÃO , PALESTRAS E PERÍCIAS EM PSIQUIATRIA CRM 69672

O Instituto Márcia Gonçalves, antigo ISAM (Instituto de Saúde Mental) e agora com nova identidade, é uma empresa com mais de 10 anos e leciona cursos de Extensão Universitária, presenciais, voltados para o aperfeiçoamento e atualização de profissionais que atuam ou pretendem atuar na área de Psiquiatria e Saúde Mental ou em seus diversos setores componentes. Oferece ao aluno conhecimentos técnicos relacionados aos princípios e diretrizes do Sistema de Saúde Brasileiro, respeitando os princípios éticos e os limites legais de atuação profissional, a fim de promover qualidade na prestação dos serviços de saúde.

16/01/2026

Carlos Drummond de Andrade, no livro 'Declaração de amor: canção de namorados'. São Paulo: Companhia das Letras, 2015

16/01/2026

Esses três termos podem parecer semelhantes, mas se referem a situações bem diferentes:
Delírio: é uma crença falsa e fixa, que não corresponde à realidade. Exemplo: a pessoa acredita estar sendo perseguida, mesmo sem evidências. Está relacionado a transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia.

Delirium: é um estado de confusão mental aguda, com alterações na atenção, memória e percepção, geralmente causado por doenças médicas, infecções, uso de medicamentos ou abstinência de substâncias. Surge de forma súbita e requer cuidado imediato.

Delirium Tremens: é uma forma grave de delirium, geralmente associada à abstinência do álcool em pessoas que fazem uso intenso e prolongado. Pode causar agitação, tremores, alucinações e risco de vida.

Reconhecer essas diferenças é essencial para buscar o tratamento certo e proteger a saúde mental e física.

16/01/2026

》13 de agosto de 1860. Uma pequena casa no campo, em Darke County, Ohio. Phoebe Ann Moses — que mais tarde o mundo conheceria como Annie Oakley — aprendeu a manusear uma arma porque a alternativa era a fome.

Seu pai morreu quando ela tinha apenas 6 anos, deixando a mãe sozinha com sete filhos e uma hipoteca impossível de pagar. Phoebe foi enviada para a casa do condado e depois entregue a uma família que prometeu acolhê-la, mas acabou submetendo-a a trabalho forçado. Durante dois anos, sofreu maus-tratos, passou necessidade e trabalhou até as mãos sangrarem. Ela os chamava de “os lobos”.

Aos dez anos, conseguiu fugir.

Voltou para a cabana da mãe descalça, frágil, mais sombra do que criança, e tomou uma decisão definitiva: nunca mais seria indefesa.

A antiga espingarda do pai ainda estava pendurada na parede. Phoebe a pegou.

Aprendeu a atirar sozinha, observando, treinando, errando e insistindo. Caçava codornas, coelhos e faisões — tudo o que pudesse vender no mercado local. Em pouco tempo, já ganhava dinheiro suficiente para ajudar no sustento da família. E sua reputação começou a se espalhar.

Aos 15 anos, Phoebe Ann Moses já era considerada a melhor atiradora da região. Em Cincinnati, os compradores disputavam cada ave que ela levava, pois seus tiros eram precisos e limpos — sem estragar a carne, sem desperdício. Seu nome virou uma lenda discreta entre caçadores, que mal acreditavam que uma adolescente superava homens adultos e experientes.

Então surgiu o desafio que mudaria sua vida.

Em 1875, um atirador itinerante chamado Frank Butler chegou a Cincinnati oferecendo 100 dólares a quem conseguisse vencê-lo em uma disputa de tiro. Ele era profissional, um artista de palco, conhecido por quase nunca perder.

Colocaram-no frente a frente com a favorita local: uma garota de 15 anos, vestida de forma simples, quase silenciosa.

Phoebe acertou 25 alvos.

Frank acertou 24.

Ele perdeu. E se apaixonou.

No ano seguinte, os dois se casaram. Pouco depois, ela passou a integrar o número dele. Com o tempo, os papéis se inverteram: ela virou a grande estrela, e Frank tornou-se seu assistente e empresário — função que exerceu com orgulho até o fim da vida.

Foi então que adotou o nome artístico Annie Oakley, e o que veio depois entrou para a história.

Ela conseguia acertar uma moeda lançada ao ar, dividir uma carta de baralho pela borda e atingir alvos olhando apenas para um espelho. Apagava chamas de velas com um disparo e estourava bolas de vidro ainda no ar, antes de tocarem o chão.

Apresentou-se para a rainha Vitória e deixou plateias inteiras incrédulas diante do que viam.

Dizem que chegou a derrubar as cinzas de um cigarro segurado pelo imperador alemão Guilherme II. Anos depois, ela brincaria que gostaria de “repetir o tiro”, dessa vez mirando um pouco mais alto, antes da Primeira Guerra Mundial.

Durante anos, percorreu o país com o espetáculo Wild West de Buffalo Bill e tornou-se uma das mulheres mais famosas do planeta. Artistas indígenas passaram a chamá-la de “Pequena Atiradora Infalível”, e o próprio Sitting Bull a adotou simbolicamente como filha.

Apesar da fama, Annie jamais esqueceu suas origens.

Ensinou milhares de mulheres a atirar, acreditando que toda mulher deveria saber se defender. Doou recursos a orfanatos e custeou os estudos de muitas crianças. Quando a guerra começou, ofereceu-se para treinar atiradoras e ajudar soldados a aprimorar a pontaria. Mesmo recusada oficialmente, continuou ensinando por conta própria.

Em 1922, um grave acidente de carro deixou sequelas permanentes. Os médicos afirmaram que ela nunca mais voltaria aos palcos.

Ela provou que estavam errados. Pouco tempo depois, estava novamente em cena, recuperando-se e fazendo o que sempre soube fazer.

Annie Oakley morreu em 3 de novembro de 1926, aos 66 anos. Frank Butler, seu marido e maior companheiro, faleceu apenas 18 dias depois, profundamente abalado pela perda.

Ela saiu de uma infância marcada por exploração e sofrimento para se tornar a atiradora mais famosa da história. Demonstrou que talento, determinação e coragem valem mais do que tamanho, gênero ou circunstâncias. Viveu uma vida tão extraordinária que parece ficção — e ainda assim foi real.

No palco, Annie Oakley parecia nunca errar o alvo.

Nem uma única vez.

Jamais.

Fonte: PBS American Experience (“Biography: Annie Oakley”, sem data disponível).

10/01/2026

“Nunca chore por algo que não pode chorar por você.”

Roma, anos 1960.
Em um quarto de hotel, Sophia Loren chora desolada. Suas joias haviam sido roubadas, e a imprensa já se amontoava do lado de fora. O luxo, de repente, mostrava sua fragilidade.

No meio do caos, entra Vittorio De Sica — o diretor que a ajudou a se tornar uma lenda do cinema. Ele se aproxima em silêncio, observa por um instante e diz, com calma:

> “Sophia, não desperdice suas lágrimas. Somos dois napolitanos nascidos na pobreza.
O dinheiro vai e vem.
Nunca chore por algo que não pode chorar por você.”

A cena ficou gravada na memória de Loren e atravessou o tempo como uma lição simples e profunda.

De Sica, autor de Ladrões de Bicicleta e O Jardim dos Finzi-Contini, não era apenas um mestre da câmera. Era também um profundo conhecedor da alma humana. Suas palavras ultrapassaram o cinema e se tornaram uma filosofia de vida — repetida por décadas por quem aprendeu a soltar o que é material.

Porque há coisas que não retribuem lágrimas:
nem joias, nem prêmios, nem dinheiro, nem o tempo perdido.

E, como dizia De Sica, não merece nosso choro aquilo que não tem coração.

08/01/2026
08/01/2026

》Em 1915, nos últimos anos das monarquias europeias, nasceu uma menina numa das famílias mais poderosas da Alemanha: a Casa de Hohenzollern. Veio ao mundo não com fanfarras ou profecias, mas com uma verdade silenciosa que desafiaria as expectativas atrás das muralhas do palácio. Chamava-se a princesa Alexandrine Irene da Prússia — Adini, como lhe chamavam aqueles que a amavam — e nasceu com síndrome de Down.

Numa época em que a deficiência se sussurrava, em que crianças percebidas como “diferentes” eram escondidas ou enviadas para instituições, a sua família escolheu um caminho que desafiava a convenção. Não foi um escândalo para esconder. Era uma filha para amar.

Seu pai era William, príncipe herdeiro da Alemanha. Sua mãe, a princesa Cecília de Mecklenburgo-Schwerin, tinha um coração mais forte do que qualquer protocolo de corte. Onde outros esperavam silêncio, ela deu alegria à sua filha. Onde o mundo exigia separação, ela deu proximidade. Adini cresceu rodeada de irmãos, carinho e pertencimento. Recebeu educação, assistiu a eventos públicos e esteve com sua família em cerimônias oficiais: vista, valorizada e presente num mundo que raramente concedia essa humanidade a pessoas como ela.

Fotografias da época mostram-na sorrindo, pelas mãos dos irmãos, sem ser empurrada para as sombras. Cada imagem foi uma rebelião silenciosa: uma família real mostrando que amor e dignidade não são privilégios reservados à “perfeição”.

No início do século XX, não havia bondade para aqueles que tinham deficiência. Em lares comuns e também em lares aristocráticas, crianças com condições como a síndrome de Down eram demasiadas vezes afastadas da vista, como se a sua existência fosse uma vergonha. Mas Cecília recusou essa crueldade. Protegeu sua filha firmemente, insistindo que a vida de Alexandrine era tão valiosa quanto qualquer coroa ou título.

Mesmo após a queda da monarquia alemã e os choques da guerra, o laço entre mãe e filha não foi quebrado. Eles viveram juntas até 1954, compartilhando um lar, uma rotina e uma ternura profunda que ignorava o julgamento duro do mundo.

A princesa Alexandrine Irene viveu uma vida longa — 65 anos — não marcada pelo poder político nem pela influência, mas pelo triunfo silencioso de ser plenamente amada em um tempo que não a compreendia. Morreu em 1980, deixando um legado muito maior do que qualquer trono que pudesse ter tido por perto.

Sua história não faz barulho. Não aparece em grandes discursos ou livros de história sobre impérios e guerras. Mas diz algo mais duradouro:

Que a verdadeira realeza não se mede em coroas, mas em compaixão.

Que a dignidade pertence a todos os seres humanos, do palácio para o povo.

E que, às vezes, o amor é o ato mais revolucionário de todos.

Princesa Alexandrine Irene: uma vida vivida com suavidade, uma mensagem deixada com coragem.

Fonte: Oxford Academic (OUP) ("Alexandrine: Uma Princesa German with Down Syndrome Who... ", 22 de agosto de 2024)

08/01/2026

Aldous Huxley "Depois do silêncio, aquilo que mais se aproxima de exprimir o inexprimível é a música. (E, de modo significativo, o silêncio é parte integral de toda boa música"

08/01/2026

Em 7 de janeiro de 1943, no silêncio do quarto 3327 do Hotel New Yorker, em Manhattan, Nikola Tesla morreu enquanto dormia. Tinha 86 anos. Não havia familiares ao seu lado, nem colegas, nem multidões reunidas para lamentar. O homem que imaginou o futuro do mundo partiu sozinho.

Foi um fim estranhamente modesto para alguém cuja mente ajudou a redefinir a civilização humana.

Décadas antes, Tesla esteve no centro de uma revolução científica. Seu trabalho com a corrente alternada tornou possível a transmissão de eletricidade a longas distâncias, mudando para sempre a forma como as cidades eram alimentadas. O sistema hidrelétrico das Cataratas do Niágara — uma das maiores obras de engenharia de sua época — tornou-se prova viva de sua genialidade. A bobina de Tesla abriu novos caminhos na ciência elétrica, e suas visões sobre comunicação sem fio, controle remoto e transmissão global de energia anteciparam tecnologias que o mundo só começaria a concretizar muito tempo depois de sua morte.

Mas genialidade nem sempre caminha ao lado de conforto ou reconhecimento.

Com o passar dos anos, Tesla tornou-se cada vez mais isolado. Nunca se casou, não teve filhos. Viveu de forma frugal, mudando constantemente de hotel à medida que dívidas se acumulavam. Antigos investidores e admiradores se afastaram, e novas gerações de cientistas passaram a desenvolver ideias baseadas em seus princípios sem sequer conhecer seu nome. Enquanto o mundo avançava usando fundamentos que ele ajudara a criar, Tesla observava em silêncio, ficando para trás.

Seu quarto de hotel estava repleto de pilhas de papéis — anotações manuscritas, esboços, cálculos e ideias inacabadas. Algumas eram brilhantes, outras estranhas, muitas praticamente indecifráveis. Aqueles papéis representavam uma vida inteira de imaginação incessante, uma mente que nunca descansava. Ao lado deles, havia sinais de sua companhia mais incomum: os pombos. Nos últimos anos, Tesla desenvolveu um vínculo emocional profundo com as aves de Nova York, alimentando-as e cuidando delas diariamente. Um pombo branco, em especial, ocupava um lugar único em seu coração — ele chegou a dizer que o amava como um homem ama uma mulher.

Quando Tesla morreu, as autoridades confiscaram rapidamente seus pertences, temendo que seus papéis contivessem invenções perigosas ou de grande valor. Após investigações, os documentos foram liberados à família e, mais tarde, preservados, tornando-se parte de seu legado científico. Muitas de suas ideias, antes ignoradas ou desacreditadas, seriam revisitadas com admiração à medida que a tecnologia finalmente alcançava sua imaginação.

Nikola Tesla não morreu rico.
Não morreu famoso como celebridades costumam ser lembradas.
Não morreu sob aplausos.

Mas morreu tendo alterado o curso da história humana.

As luzes que iluminam as cidades, a energia que sustenta a vida moderna, o mundo sem fio em que hoje vivemos — tudo carrega ecos de sua mente. A vida de Tesla foi marcada pela solidão, mas suas ideias nunca estiveram sozinhas. Elas viajaram no tempo, moldando um futuro que chegou tarde demais para que ele pudesse ver.

Um visionário cuja genialidade sobreviveu ao isolamento.
Um homem esquecido nos últimos anos de vida,
mas eternamente lembrado pelo mundo que ajudou a construir.

Endereço


Taubaté, SP
12100000

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O Instituto Márcia Gonçalves, antigo ISAM (Instituto de Saúde Mental) e agora com nova identidade, é uma empresa criada em 2004, que ministra cursos de Extensão Universitária, presenciais, voltados para o aperfeiçoamento e atualização de profissionais que atuam ou pretendem atuar na área de Psiquiatria e Saúde Mental ou em seus diversos setores componentes. Oferece ao aluno conhecimentos técnicos relacionados aos princípios e diretrizes do Sistema de Saúde Brasileiro, respeitando os princípios éticos e os limites legais de atuação profissional, a fim de promover qualidade na prestação dos serviços de saúde. CRM 69672