22/04/2026
A vitamina C não é protagonista no tratamento dos transtornos psiquiátricos e, de forma geral, nenhum suplemento isolado o é. Contudo, como cofator na síntese de catecolaminas e modulador do estresse oxidativo, PODE exercer papel adjuvante na regulação do humor.
A deficiência de vitamina C, mesmo em formas subclínicas, associa-se a fadiga, irritabilidade e humor deprimido.
Do ponto de vista de evidência, os achados são consistentes, porém de magnitude modesta e com limitações metodológicas relevantes. Em ensaio clínico randomizado publicado no Indian Journal of Psychiatry, a suplementação de vitamina C (1.000 mg/dia) como adjuvante ao tratamento antidepressivo resultou em maior redução de escores depressivos em comparação ao controle. Entretanto, trata-se de estudo com amostra pequena, seguimento curto e potencial efeito de confusão por estado nutricional basal.
Estudos observacionais, incluindo análises publicadas no American Journal of Clinical Nutrition, demonstram associação inversa entre níveis plasmáticos/ingestão dietética de vitamina C e sintomas depressivos; contudo, não estabelecem causalidade e são suscetíveis a viés de estilo de vida e confundimento residual.
Assim, o principal racional clínico permanece: identificar e corrigir deficiência. A avaliação dietética deve preceder a suplementação: o paciente consome frutas e vegetais diariamente?
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