ESSES PODEM SER ALGUNS SINTOMAS DE UMA DAS DOENÇAS MAIS COMUNS DO MUNDO!
“Depressão será a doença mais comum do mundo em 2030, diz Organização Mundial da Saúde (OMS).”
De acordo com estudo divulgado em 2009 pela OMS, o Brasil é o país com maior prevalência da doença naquele ano (10,8% da população tem depressão). O Japão – último lugar – possui 2,2% de pessoas doentes neste mesmo período. Estas in
formações ajudam a chamar a nossa atenção para um sério caso de saúde pública no país: o aumento do número de pessoas com depressão. Antigamente, muitos eram os preconceitos em relação a este tema, levando as pessoas a afirmarem que a depressão não existia, que era frescura, ou coisa de rico. Passado o tempo, o tema tem sido debatido em vários espaços, alertando as pessoas de que e depressão deve ser encarada como qualquer outra doença física, diagnosticada e tratada. Para isso, é importante que cada indivíduo saiba identificar quando está deprimido, estando atento aos sintomas apresentados. Não devemos confundir a depressão com uma tristeza profunda pela perda de um ente querido ou por uma situação de demissão, apesar de poder ser desencadeada por algum desses acontecimentos. É importante que esta tristeza esteja associada a outros sintomas, como perda de apetite (ou excesso de apetite), insônia (ou excesso de sono), irritabilidade, falta de ânimo para realizar tarefas que antes davam prazer, falta de concentração no estudo ou trabalho, uso de álcool ou drogas em excesso, baixa autoestima, dentre outros – o que acaba ocasionando num pensamento suicida, de que não vale a pena viver. A explicação mais próxima da realidade é de que existe um distúrbio de uma química que possuímos no cérebro, chamada serotonina. Quando o nível desta química baixa, entramos em um episódio depressivo. Esta conclusão decorre da grande eficácia no tratamento com antidepressivos, que acabam por regularizar a quantidade desta química. Os acontecimentos estressantes da vida da gente podem ocasionar um episódio depressivo, mas quando a pessoa já tem a predisposição à doença. Senão, todos que se separam ou perdem o emprego (e não são poucos), entrariam em depressão – o que não é o caso. E atenção mulheres: o estudo da OMS também demonstrou que a depressão atinge duas vezes mais mulheres do que homens. Para cada homem com depressão existem duas mulheres. Mas, se você sente que pode ter depressão, não se desespere: esta doença tem tratamento e pode ser totalmente controlada, através do uso de antidepressivos. Aliás, outro mito que deve ser suprimido é o de que antidepressivos causam dependência. Diferente dos calmantes (que muitas pessoas tomam para fugir da situação de desespero, ao invés de buscar resolver a causa do problema), os antidepressivos não viciam, e são extremamente eficazes no tratamento da depressão. Para iniciar o tratamento é fundamental que a pessoa procure um médico (psiquiatra) para que o mesmo faça um diagnóstico, e se for o caso, receitar o medicamento adequado. O tempo necessário para controlar a depressão varia de acordo com cada pessoa e com a resposta dela ao tratamento. A própria intensidade da doença varia de pessoa a pessoa, sendo necessário, nos casos mais graves, buscar saídas que envolvam a internação do doente para um acompanhamento médico e psicológico mais intenso. Além da depressão, temos diversos distúrbios psiquiátricos muito comuns nos dias de hoje, que também se relacionam com nosso ritmo de vida estressante e intenso. É o caso do abuso e dependência de álcool e drogas (que muitas vezes podem estar relacionados a um episódio depressivo, atrapalha o trabalho e a relação com a família), transtorno afetivo bipolar (onde a pessoa tem fases de depressão e euforia – esta com alegria exagerada, fala em tom mais alto que o normal, se acha o melhor...), esquizofrenia (alucinações, isolamento, ideias de perseguição...), transtorno obsessivo compulsivo – TOC (quando a pessoa possui manias que não consegue controlar – limpeza, organização, checagens exageradas da mesma situação...), síndrome do pânico (crises com a sensação de que vai morrer, necessidade de isolamento, desespero...), dentre outros. Todos possuem tratamento, e para serem diagnosticados e tratados precisam de uma avaliação médica. Resumindo, é fundamental que a população seja esclarecida sobre essas doenças, que são muito comuns, mas pouco faladas. Isto porque o sofrimento causado ao indivíduo doente e a sua família pode ser identificado, tratado e, se não for curado, pode ser controlado. Hoje, muitas pessoas ainda vivem em desespero sem saber que suas vidas podem melhorar.