18/11/2025
Hoje acompanhei o Gui na consulta pré operatória de desvio de septo com o otorrino e foi impossível não lembrar da primeira cirurgia dele, anos atrás de pedra nos rins.
Naquela época eu ainda não sabia do meu TDAH… e sinceramente? O pós-operatório dele foi um caos.
Eu esqueci das orientações, horários e detalhes importantes.
Não era falta de cuidado. Era falta de diagnóstico.
Dessa vez, fui preparada.
Bloco de notas aberto, perguntas anotadas, foco no que eu precisava registrar.
Perguntei sobre jejum, horários, internação, alimentação, medicações, repouso, direção, pontos, sangramento… tudo.
Porque quando eu sei o que esperar, eu funciono melhor.
E quando eu anoto, eu cuido melhor.
E tem uma coisa que só quem tem TDAH entende: estar em um ambiente médico, cheio de informações, protocolos e responsabilidades… é muita carga cognitiva pra segurar sozinha.
É por isso que dessa vez eu me respeitei.
Me organizei.
Me preparei pra passar horas no hospital, pra saber onde comer, onde esperar e o que levar.
É engraçado: o Gui não tem TDAH e sempre arrasou quando precisou cuidar de mim em cirurgias.
Dessa vez, quero retribuir com a mesma dedicação, só que agora, sabendo como meu cérebro funciona.
E isso muda tudo.
Se você também é a “esposa neurodivergente” que cuida de alguém neurotípico… eu te entendo.
E tô contigo 💗