21/10/2025
Cheiro de terra molhada no ar,
Brasa acesa a crepitar,
Castanha queimada exala memória,
Enquanto vovó repete a história.
O fogão a lenha, firme e quente,
Já tem comida logo cedo, às oito em ponto, presente.
Café passado, pão na mão,
Tudo tem gosto de afeto e chão.
Na terra, a brincadeira corre solta,
Pescaria no riacho, frutas maduras à volta.
Tem riso, tem sol, tem raiz,
Tem um jeito simples que me faz feliz.
Essa riqueza não se compra ou se mede,
Ela mora onde o tempo cede.
Esses são os meus, meu chão, meu tudo,
É dessa gente que sou, com orgulho profundo.