08/04/2026
DENÚNCIA 🚨 | Um caso de denúncia de assédio sexual dentro da Polícia Civil de Minas Gerais voltou a levantar questionamentos sobre a forma como a instituição lida com vítimas. A policial civil Jaqueline Rodrigues, de 50 anos, afirma que, após relatar episódios de abuso envolvendo um colega de trabalho, passou a sofrer perseguições internas que mudaram completamente sua trajetória profissional.
Segundo o relato, os episódios ocorreram em 2020, quando ela atuava em Belo Horizonte. Após denunciar o caso, a servidora afirma ter sido alvo de transferências, afastamentos e processos administrativos, além de enfrentar um processo de adoecimento psicológico. Laudos médicos recentes apontam quadros de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático, relacionados ao ambiente de trabalho.
Enquanto isso, o policial acusado foi condenado por importunação sexual em duas instâncias, com pena em regime aberto, e segue exercendo suas funções enquanto recorre da decisão. O caso também reúne relatos de outras servidoras que teriam vivenciado situações semelhantes, mas que, em muitos casos, evitaram formalizar denúncias por medo de retaliações.
A situação reacende o debate sobre a cultura organizacional e o tratamento dado a vítimas dentro das instituições de segurança pública. O tema ganhou ainda mais visibilidade após episódios recentes envolvendo denúncias de assédio e sobrecarga de trabalho na corporação.
Mesmo diante das condenações e das investigações internas, especialistas apontam a necessidade de mecanismos mais eficazes de acolhimento e proteção às vítimas, além de medidas que garantam maior responsabilização em casos comprovados. O caso segue repercutindo e evidencia desafios estruturais no enfrentamento ao assédio dentro do serviço público.
Fonte: Itatiaia