26/08/2022
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Seriam os adoçantes não nutritivos(NNS) tão seguros para a saúde? Muitos acreditam que por não fornecer calorias os adoçantes seriam saudáveis e seguros para consumo, mas não é bem assim não!!
Um novo estudo relata que alguns tipos de adoçantes podem alterar a microbiota e até aumentar a resposta glicêmica
120 pessoas foram divididas em 6 grupos:
>2 grupos controles e 4 grupos com 4 tipos de adoçantes:
aspartame, sacarina, stevia e sucralose. Eles ingeriram doses diárias de NNS por 14 dias, num valor menor que a máxima diária recomenda
Ao final, o consumo de adoçantes provocou mudanças na microbiota intestina e na tolerância à glicose
Aqueles que receberam sucralose e sacarina tiveram suas respostas glicêmicas prejudicadas, justamente o contrário de quem costumar usar esses produtos.
O que devemos entender disso:
>Que os efeitos dos adoçantes variam entre pessoas, afinal a microbiota tem composição única!!
> As diferenças de respostas podem ocorrer devido à absorção e digestão diferenciadas,já que a maioria dos adoçantes não é absorvida.
Os efeitos a longo prazo dos NNS na saúde metabólica ainda precisam ser mais investigados, mas isso já é um sinal de atenção!
Apesar do FDA e ANVISA considerar alguns tipos de adoçantes seguros pra consumo, algumas instituições, incluindo o INCA já se posicionaram contra indicando o consumo de edulcorantes para a população sem indicação clínica específica para o uso, principalmente a sacarina e aspartame. O CRN adotou uma posição similar.
A Abeso e a ADA também não recomendam o uso de NNS para perda de peso, já que as evidências são inconclusivas.
A OMS afirma que a curto prazo não há efeitos significativos na saúde cardiometabólica, na glicemia e adiposidade. Mas, sugerem danos a longo prazo,com aumento do risco de DM 2, câncer, obesidade, DCV e mortalidade. Mas, não há consenso, sendo preciso avaliar causalidade e/ou confusão residual!
>Adoçantes não oferecem nenhuma vantagem nutricional.
>As recomendações para seu consumo são inconsistentes
>Estudos com microbiota x adoçantes ainda são limitados, heterogêneos e não afirmam quais doses impactariam na saúde intestinal