10/05/2026
Eu nunca imaginei que ia passar um Dia das Mães sentindo o bebê se mexer enquanto escrevo isso.
Durante anos, eu sentei na frente das minhas pacientes e ouvi histórias sobre o próprio corpo: a barriga que incomoda, o cansaço que não passa, a sensação de estar desconectada de si mesma. Eu orientava, eu acolhia, eu indicava o caminho.
Agora estou vivendo tudo isso por dentro.
E sabe o que a gravidez me ensinou que nenhuma faculdade ensinou? Que escutar o corpo de verdade exige paciência. Tem dia que eu acordo sem fome no horário que sempre comi. Tem dia que eu preciso descansar quando tinha planejado trabalhar. Tem dia que o corpo simplesmente diz "não" e a única resposta inteligente é respeitar.
Isso é exatamente o que eu peço para as minhas pacientes há anos, e confesso que sentir na pele tornou minha escuta ainda mais afinada.
Uma coisa que ficou muito clara pra mim nessa fase: quando a mãe se cuida, todo mundo ao redor dela respira mais fundo. Não como teoria bonita. Como dado real que eu vejo semana após semana no consultório. A mulher que aprende a comer sem culpa dorme melhor. A que dorme melhor tem mais paciência. A que tem mais paciência se relaciona diferente com os filhos, com o parceiro, consigo mesma.
Se você está grávida, se já é mãe, ou se exerce a maternidade de outro jeito, seja com sobrinho, afilhado, aluno, amigo, esse dia é seu também.
Me conta nos comentários: qual foi o maior aprendizado que a maternidade te deu?