Psicóloga Daniela Blatt

Psicóloga Daniela Blatt Psicóloga Clínica - atendimento 100% online.

Tem crianças que não perderam os pais, mas perderam o acesso a eles.Pais que estavam presentes fisicamente, mas emociona...
21/04/2026

Tem crianças que não perderam os pais, mas perderam o acesso a eles.

Pais que estavam presentes fisicamente, mas emocionalmente ausentes, tomados por dores que a criança não podia compreender.

E então, muito cedo, essa criança aprende a sentir o clima, a antecipar o humor, a tentar não dar trabalho. Não porque queria, mas porque precisava.

O problema é que isso não f**a na infância, vira modo de funcionar…

Vira o adulto que se responsabiliza por tudo, que lê o outro o tempo inteiro, que se culpa quando alguém não está bem e que, no fundo, nunca aprendeu que também poderia ser cuidado.

E talvez o que mais doa, hoje, é precisar reconhecer que não foi você que não deu conta, pelo contrário, você precisou dar conta cedo demais. E dar conta de tudo teve um custo alto.

E é justamente aqui que o processo de psicoterapia se torna tão importante. Não como algo que te “ensine” a dizer não, mas como um espaço onde você possa olhar, com cuidado, para essa criança que precisou crescer antes do tempo e que aprendeu a se responsabilizar pelo que nunca foi dela.

A psicoterapia abre um espaço onde, aos poucos, isso pode ser nomeado, sentido e ressignif**ado. Onde já não é mais preciso antecipar, sustentar ou dar conta de tudo.

E talvez, pela primeira vez, possa existir a experiência de não precisar merecer o cuidado, mas simplesmente se permitir o direito de recebê-lo 🤍

Existem vínculos que não aprisionam de forma evidente.Mas que colocam a criança em um lugar onde ela não pode simplesmen...
04/04/2026

Existem vínculos que não aprisionam de forma evidente.

Mas que colocam a criança em um lugar onde ela não pode simplesmente ser porque há algo no outro que precisa ser sustentado.

Quando os pais dependem emocionalmente desse filho, ele passa a ocupar um lugar que não é o seu. E, mesmo sem saber nomear, a criança percebe que se ela falhar, algo se desorganiza.

Então ela se adapta, se antecipa, se responsabiliza...

A criança convocada a sustentar se torna o adulto que carrega a culpa quando o outro não está bem.

ExExistem vínculos que não aprisionam de forma evidente.Mas que colocam a criança em um lugar onde ela não pode simplesm...
04/04/2026

ExExistem vínculos que não aprisionam de forma evidente.

Mas que colocam a criança em um lugar onde ela não pode simplesmente ser porque há algo no outro que precisa ser sustentado.

Quando os pais dependem emocionalmente desse filho, ele passa a ocupar um lugar que não é o seu. E, mesmo sem saber nomear, a criança percebe que se ela falhar, algo se desorganiza.

Então ela se adapta, se antecipa, se responsabiliza…

A criança convocada a sustentar se torna o adulto que carrega a culpa quando o outro não está bem.

Se na sua infância a separação das suas figuras de apoio foi feita de forma abrupta, sem a possibilidade de um afastamen...
31/03/2026

Se na sua infância a separação das suas figuras de apoio foi feita de forma abrupta, sem a possibilidade de um afastamento gradual, você provavelmente internalizou essa experiência como abandono.

Enquanto criança não há possibilidade de decodif**ar aquilo que sente através da fala, então a comunicação se dá pelo somático. Na maioria das vezes, através de um choro excessivo sem causa aparente ou até mesmo apatia. Essa sensação f**a registrada - inconscientemente.

Na vida adulta há uma grande probabilidade dessa sensação de abandono se reconfigurar nas suas relações. É como se uma sirene ecoasse toda vez que você se relaciona com alguém. Então, como mecanismo de defesa, você procura se antecipar à perda agradando a pessoa com a qual se relaciona.

Nascemos em uma condição de dependência, uma parte nossa é constituida por um outro e isso está inserido na nossa personalidade, em quem somos hoje. Não tem como negar essa fase fundamental na estruturação do nosso psiquismo.

Portanto, se você é alguém que está sempre disponível ao outro em detrimento de si mesmo, é hora de investigar as origens dessa forma disfuncional de se relacionar. Caso contrário, seguirá repetindo aquilo que é, inconscientemente, tão familiar.

O apoio entre mulheres não é apenas afeto, é ato político que desafia uma lógica antiga de rivalidade, silêncio e isolam...
07/03/2026

O apoio entre mulheres não é apenas afeto, é ato político que desafia uma lógica antiga de rivalidade, silêncio e isolamento.

Quando uma mulher ampara outra, ela não apenas ajuda alguém a se levantar. Ela abre caminho para que muitas outras também possam existir com mais liberdade.

Que possamos seguir aprendendo a criar espaços onde mulheres não precisem disputar lugar,
mas possam se reconhecer, se apoiar e se fortalecer juntas.

Às mulheres que caminham comigo,
minhas pacientes e ex-pacientes, colegas de profissão, amigas, minha irmã, minha mãe e minha filha, obrigada por fazerem desse coletivo. Um lugar de força, troca e coragem.

Feliz nosso dia 🤍

Perdas abruptas em fases primárias do desenvolvimento tendem a ser interpretadas pela via da culpa. “Sou uma criança des...
28/02/2026

Perdas abruptas em fases primárias do desenvolvimento tendem a ser interpretadas pela via da culpa. “Sou uma criança desprezível e por isso a pessoa que amo não ficou perto.”

A criança imagina que os objetos de amor foram embora ou deixaram de investir afetivamente por estarem magoados. Para lidar com a perda de forma ativa, essa criança irá idealizar a pessoa que abandonou/machucou e irá introjetar as características negativas como parte de si.

É preferível odiar a si próprio do que direcionar aqueles de quem a criança depende. Essa introjeção é uma das característica em quadros depressivos, quando as qualidades do objeto perdido são potencializadas e os negativos anulados e direcionados a si próprio.

Humanos tendem a preferir a culpa mais irracional a um reconhecimento da sua impotência. Sentir-se má, por contraditório que pareça, é uma defesa arcaica para manter o objeto de amor em um pedestal.


Nem toda dificuldade materna diante da autonomia da filha é inveja. Mas, em alguns casos, existe sim algo mais profundo,...
21/02/2026

Nem toda dificuldade materna diante da autonomia da filha é inveja. Mas, em alguns casos, existe sim algo mais profundo, uma dor não elaborada na própria mãe ao ver a filha ocupar lugares que ela não pôde ocupar.

Às vezes, a filha estuda o que a mãe não estudou, viaja para onde a mãe nunca foi, tem mais liberdade e se permite fazer escolhas diferentes. E, sem que isso seja consciente, pode surgir uma tensão.

Não porque a mãe não ame, necessariamente, mas porque a autonomia da filha toca em renúncias, frustrações e desejos que f**aram pelo caminho.

Quando essa dor não é reconhecida, ela pode aparecer como crítica constante, desvalorização, competição sutil ou culpa induzida. A filha começa a sentir que crescer machuca alguém, que brilhar é perigoso e, ser feliz, pode ser uma forma de ferir.

E então ela diminui a si mesma para manter o vínculo.

Falar sobre inveja materna não é sobre acusação. É sobre reconhecer que mães também são mulheres, com histórias, limites e faltas, mas que, ainda assim, têm a responsabilidade de não transformar suas frustrações em freios para a autonomia das filhas.

O incômodo pode existir, o que não pode é ser colocado nas costas de quem só está tentando crescer.

Se você se identificou com isso, talvez seja importante buscar ajuda para elaborar essa dor. Você não precisa continuar crescendo pela metade para preservar o outro 🤍

Nem toda dificuldade materna diante da autonomia da filha é inveja. Mas, em alguns casos, existe sim algo mais profundo,...
21/02/2026

Nem toda dificuldade materna diante da autonomia da filha é inveja. Mas, em alguns casos, existe sim algo mais profundo, uma dor não elaborada na própria mãe ao ver a filha ocupar lugares que ela não pôde ocupar.

Às vezes, a filha estuda o que a mãe não estudou, viaja para onde a mãe nunca foi, tem mais liberdade e se permite fazer escolhas diferentes. E, sem que isso seja consciente, pode surgir uma tensão.

Não porque a mãe não ame, necessariamente, mas porque a autonomia da filha toca em renúncias, frustrações e desejos que f**aram pelo caminho.

Quando essa dor não é reconhecida, ela pode aparecer como crítica constante, desvalorização, competição sutil ou culpa induzida. A filha começa a sentir que crescer machuca alguém, que brilhar é perigoso e, ser feliz, pode ser uma forma de ferir.

E então ela diminui a si mesma para manter o vínculo.

Falar sobre inveja materna não é sobre acusação. É sobre reconhecer que mães também são mulheres, com histórias, limites e faltas, mas que, ainda assim, têm a responsabilidade de não transformar suas frustrações em freios para a autonomia das filhas.

O incômodo pode existir, o que não pode é ser colocado nas costas de quem só está tentando crescer.

Se você se identificou com isso, talvez seja importante buscar ajuda para elaborar essa dor. Você não precisa continuar crescendo pela metade para preservar o outro🤍

O ChatGPT pode trazer respostas rápidas, a hipnose, por exemplo, pode te levar a acessar conteúdos profundos. Mas nem to...
17/02/2026

O ChatGPT pode trazer respostas rápidas, a hipnose, por exemplo, pode te levar a acessar conteúdos profundos. Mas nem toda resposta é sustentável, nem todo o acesso é preparo.

Saber algo sobre si não signif**a estar pronto para atravessar o que isso desperta.

Há descobertas que abrem portas internas importantes demais para serem atravessadas sozinho. Porque entender é uma coisa, mas sustentar o que foi entendido é outra coisa.

Nem tudo o que se revela cura. Às vezes, expõe. E e fazer uma travessia, exige mais do que informação.
Exige chão, tempo e, muitas vezes, alguém que caminhe com você.

E isso não é sobre colocar o psicólogo no lugar de salvador ou de alguém que sabe tudo. Não se trata de onipotência. Trata-se de preparo. De alguém que está ali para ajudar a organizar o que emerge, para que você não se fragmente diante do que descobre.

Até o não saber tem uma função. Algumas defesas existem porque, em algum momento, foram a única forma possível de sobreviver.

Não se arranca uma proteção sem antes preparar o chão onde a pessoa vai pisar.

O grande problema da ausência de limites é que a criança f**a entregue às próprias vontades, sem aprender a esperar, a s...
16/02/2026

O grande problema da ausência de limites é que a criança f**a entregue às próprias vontades, sem aprender a esperar, a suportar frustração ou a reconhecer o outro. Ela cresce acreditando que tudo precisa acontecer agora, do jeito que sente.

E quando ninguém ensina medida, o imediatismo passa a mandar. A pessoa se torna refém dos próprios desejos. “Quero tudo, e agora!”

Alguns dizem que essa falta de limites faria o ser humano “virar um animal”. Mas não é nada disso! O animal é guiado pelo instinto, tem um funcionamento próprio da sua natureza.

O ser humano, quando cresce sem contorno, pode ir além disso. Pode perder a capacidade de considerar o outro, de se responsabilizar pelo que faz, de sustentar limites internos. Pode se tornar um monstro!

Limites se estabelece quando os adultos cuidadores conseguem aguentar o choro sem recuar, quando permanecem mesmo quando a criança odeia aquele não. Limites saudáveis ensinam que a frustração não destrói, ela organiza.

Sem essa experiência, muitos adultos seguem acreditando que qualquer negativa é rejeição, que qualquer espera é abandono, que qualquer frustração é insuportável. E então vivem reféns da urgência, da explosão ou do vazio.

Ensinar limite é ensinar humanidade. É mostrar que sentir é legítimo, mas que conviver exige medida.

Tem raivas que não puderam ser acessadas, principalmente quando a gente dependia emocionalmente, financeiramente ou afet...
14/02/2026

Tem raivas que não puderam ser acessadas, principalmente quando a gente dependia emocionalmente, financeiramente ou afetivamente de quem nos machucava. Sentir raiva dessa pessoa podia signif**ar medo de perder amor e de estar no total desamparo.

Então, sem perceber, a raiva precisa ser desviada, é uma necessidade de proteção do próprio eu. Em vez de ir para quem causou a dor, ela volta para dentro.

Em muitos quadros depressivos, existe uma tristeza profunda misturada com uma agressividade que não encontrou endereço. Quando a raiva não encontra o outro, o próprio eu vira o alvo porque sentir raiva de quem se depende não é seguro, é odiar a si mesmo parece mais seguro.

Dar nome a isso muda tudo, porque a raiva reconhecida deixa de ser destruição e pode virar limite. Deixa de ser atuada e direcionada contra o próprio eu e passa a ser simbolizada, descolada e endereçada.🤍

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