29/01/2026
O caso do cachorro Orelha vem chocando o mundo todo, mas não choca apenas pela crueldade do ato.
Ele escancara algo muito mais profundo e perigoso: a ausência de limites, de responsabilização e de consciência emocional.
Violência contra um animal nunca é “brincadeira”, “fase” ou “caso isolado”.
É sinal claro de ruptura de empatia.
E toda ruptura de empatia, quando ignorada, tende a escalar.
Quando adultos escolhem proteger o erro em vez de educar, não estão salvando seus filhos, estão adiando consequências que virão de forma muito mais dura no futuro.
Limites não são castigo.
Limites são proteção.
São eles que ensinam respeito, responsabilidade e humanidade.
Educar é dizer “não” quando é necessário.
É permitir que a criança aprenda que seus atos têm impacto no outro.
E que dor não é algo que se cause, é algo que se evita.
Que esse caso não seja só mais uma indignação passageira.
Que ele nos convoque, como sociedade, a assumir nossa parte:
formar seres humanos conscientes começa muito antes do que a gente imagina.
Respeito se aprende.
Empatia se constrói.
E isso começa na infância.
Siga pro céu dos cachorros, Orelha!
E você, tem ensinado isso pros seus filhos?