05/01/2026
Janeiro Branco serve para fortalecer algo que digo dia após dia: saúde mental não se resolve com pensamento positivo nem com frases bonitas nas redes sociais, e sim com ações concretas antes que o adoecimento aconteça.
No Brasil, vivemos uma realidade alarmante e real, documentada por pesquisas e estatísticas oficiais.
Dados mostram que nossa população tem índices de ansiedade e depressão entre os mais altos já registrados: cerca de 26,8% das pessoas relatam sintomas de ansiedade, e 12,7% convivem com depressão diagnosticada oficialmente, com prevalência ainda maior entre mulheres, chegando a 34,2% e 18,1% respectivamente em alguns grupos analisados.
Isso signif**a que milhões de brasileiros estão vivendo com sofrimento psíquico que afeta sono, humor, produtividade, relações e sentido de vida, e muitos sequer procuram ajuda profissional.
Em outra pesquisa, mais da metade dos brasileiros com ansiedade sequer buscou diagnóstico médico, mesmo sentindo sintomas intensos.
E o impacto vai além dos sentimentos: o Brasil registrou recorde de afastamentos do trabalho por transtornos mentais, com centenas de milhares de licenças médicas só em 2024... um sinal claro de que a saúde emocional não tratada resulta em custos pessoais e sociais gigantescos.
Janeiro Branco não é um mês de “energia positiva”, mas sim um convite urgente para olhar para si com honestidade, reconhecer sinais de sofrimento emocional, e tomar medidas preventivas antes que o adoecimento físico e mental se instale.
A saúde mental é construída com decisões reais: organização da rotina, cuidado com sono e limites, suporte terapêutico, acompanhamento profissional, aprendizagem sobre emoções e acolhimento interno.
Se hoje você percebe que não está bem, que algo pesa no peito todos os dias, que a ansiedade e a exaustão dominam sua vida, não espere adoecer para agir.
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📍 Ludmila Valle
🧠 Psicóloga e Neuropsicóloga | CRP 14/05727-1
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