
24/05/2022
A Testosterona é convertida em Estradiol (E2) mediante ação da enzima aromatase, a qual está presente principalmente no tecido adiposo (maior quantidade de tecido adiposo = maior concentração de aromatase = maior aromatização da testosterona = maiores níveis de E2).
Níveis elevados de Estradiol podem levar a um efeito colateral muito temido aos usuários de Testosterona - a Ginecomastia. Entretanto, atualmente, podemos abrir mão de medicamentos capazes de controlar esses efeitos colaterias, utilizando moduladores seletivos dos receptores de E2 (serms), os quais não promovem redução dos níveis de E2. Por outro lado, temos os inibidores de aromatase (IA: ex.: anastrozol, letrozol), os quais reduzem drasticamente as concentrações de E2 quando utilizados de forma incorreta.
Essa supressão causada pelo uso incorreto/abuso dos IA leva a efeitos indesejáveis, como baixa do libido, ganho de gordura visceral e subcutanea, disfunção eretil e dores articulares. Lembrando ainda, que o E2 é neuroprotetor e cardioprotetor, pelo fato desse hormonio aumentar a sensibilidade do endoletio vascular ao oxido nitrico, reduzindo as chances de IAM e AVE.
Um usuário de Testosterona, apresentará niveis mais elevados de E2, porém isso é fisiológico, devido o processo de aromatização (existe uma relação entre testosterona e E2, os quais podemos calcular mediante realização de dosagens sericas em exames laboratoriais).
Resumindo, o aumento do E2 não promove ganho de gordura e nem retenção hidrica. O que proporciona isso é a dieta ruim. Sendo assim, inibir E2 com IA é um erro, e infelizmente a prática com essa medicação está cada vez mais comum.
DR. LUIZ FERNANDO
Medicina do Esporte | CRM 87.301
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