21/04/2026
A gente aprende cedo a se moldar.
A ser o que pedem, o que aprovam, o que não assusta. E vai f**ando tão bom nisso que um dia percebe que não sabe mais muito bem onde termina o que é seu e começa o que é dos outros.
Existe um olhar que carregamos mesmo quando estamos sozinhas. O olhar de quem nos formou, de quem nos avaliou, de quem decidiu — antes que pudéssemos decidir — o que era aceitável sentir, ocupar, querer. Esse olhar vira régua. E a gente passa anos se medindo por ele sem perceber que a régua nunca foi nossa.
O vazio que f**a disso não é ausência. É espaço ainda não habitado por si mesma. E a maioria de nós, em vez de f**ar com ele, corre para preenchê-lo — com aprovação, com desempenho, com a certeza de que está sendo vista.
O caminho que trilho é meu? Ou estou andando no traçado que desenharam para mim?
Essa pergunta já é um começo.
Se algo aqui ficou em você — uma pergunta, um peso, um reconhecimento — talvez valha a pena sentar com isso. Estou em Três Rios e atendo online. 🌿