16/02/2026
A Tristeza não é uma emoção a ser evitada ou reprimida, mas sim como um portal para o autoconhecimento e a cura. Em nossa cultura, muitas vezes somos ensinados a esconder a tristeza, a "ser fortes" e a não demonstrar vulnerabilidade. No entanto, dentro do setting terapêutico analítico, o choro é não apenas permitido, mas ativamente encorajado e compreendido como um mecanismo essencial.
Para a abordagem analítica, a tristeza é um **sinalizador** importante. Ela pode indicar perdas (reais ou simbólicas), frustrações, desilusões, ou até mesmo o reconhecimento de aspectos de nós mesmos que precisam ser trabalhados. Ao invés de ser um inimigo a ser combatido, a tristeza se torna uma aliada que nos convida a olhar para dentro. Reprimir essa emoção é como silenciar um alarme: o problema subjacente continua existindo, apenas não estamos mais ouvindo seu aviso.
Permitir que essas emoções fluam é um ato de coragem que abre caminho para a verdadeira transformar.
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