15/02/2026
Bolsonaro alertou, ainda durante seu governo e na campanha, que a volta do PT ao Planalto poderia trazer riscos reais à economia: aumento de gastos, maior intervenção do Estado, alta de impostos e perda de confiança, com impacto direto em juros, investimentos e emprego. Para ele, Lula representava a retomada de um modelo que amplia o tamanho do governo, mas dificulta a vida de quem produz.
Hoje, críticos do atual governo apontam um Brasil mais pressionado: dívida maior, juros muito altos e um ambiente de negócios cada vez mais pesado. Juros elevados travam o crédito, encarecem o capital de giro, reduzem consumo e impedem que empresas invistam e contratem. Ao mesmo tempo, a carga tributária e a burocracia tornam o país menos competitivo, transformando empreender em um desafio constante. O resultado, na prática, é menos dinamismo, menos oportunidades e dificuldades na geração de empregos.
Outro ponto citado por Bolsonaro era o risco de o país voltar a conviver com escândalos e suspeitas de corrupção associadas ao PT. E esse tipo de noticiário retorna, com denúncias envolvendo figuras do alto escalão e menções ao filho do presidente, Lulinha, em suposto recebimento de propinas milionárias. Independentemente do andamento de investigações, o clima de suspeita desgasta a credibilidade, aumenta a instabilidade política e afeta a confiança de investidores.
No campo social, opositores criticam a falta de avanços estruturais em áreas essenciais. A saúde enfrenta problemas graves, como o avanço da dengue e altas taxas de mortalidade; na educação, na pesquisa e no desenvolvimento industrial, a percepção é de baixo investimento e pouca estratégia de longo prazo. Também falta, segundo esse entendimento, prioridade para reduzir burocracia e criar regras claras que facilitem a vida de quem empreende e gera emprego.
Para quem concorda com a visão bolsonarista, o país está repetindo um roteiro conhecido: Estado maior, impostos mais pesados, insegurança e pouca eficiência. A saída seria recolocar no centro a responsabilidade fiscal, a simplificação tributária, a desburocratização e o combate firme à corrupção, fortalecendo quem produz e sustenta o crescimento.