21/04/2026
Às vezes a morte chega como um silêncio que interrompe tudo, é nesse silêncio que a gente começa a escutar o que antes passava despercebido. A partida também é uma espécie de espelho. Faz a gente olhar para dentro e perguntar, com mais verdade: o que eu estou fazendo com o tempo que tenho?
Pensar na morte como uma “amiga” pode parecer estranho num primeiro momento, mas talvez ela seja aquela presença que não aceita distrações. Ela nos lembra, com firmeza e delicadeza ao mesmo tempo, que a vida não é infinita, exatamente por isso é tão preciosa. Não para gerar medo, mas para acordar a gente. Um convite para sentir, dizer, amar enquanto há tempo. A morte, não ensina sobre o fim, mas sobre o agora.
Começamos a perceber que guardar palavras, adiar abraços, viver no automático, tudo isso perde um pouco o sentido. Porque, no fundo, o que dá sentido à vida são os vínculos, os momentos simples, as verdades que a gente tem coragem de viver.
E talvez esteja tudo bem não ter respostas prontas.
Refletir sobre o sentido da vida não precisa terminar em uma conclusão. Às vezes, só o fato de se permitir sentir a saudade, a dor, a gratidão, o amor já é um caminho.
No fim, talvez a morte não seja apenas um fim, mas uma lembrança constante de que viver é um gesto ativo. E que, enquanto estamos aqui, podemos escolher viver com presença, com afeto e com verdade.
Com carinho .tatianaferreira