26/12/2025
A violência psicológica não deixa marcas visíveis no corpo,
mas imprime feridas no psiquismo.
Palavras que humilham, silenciam, culpabilizam e desorganizam o sujeito operam como formas de controle e dominação. Na psicanálise, sabemos que o sofrimento psíquico não é “menos real” por não ser físico: ele atravessa a autoestima, a identidade e o desejo, produzindo angústia, medo e sensação de anulação.
Quando a lei reconhece a violência psicológica como crime, ela também reconhece que o sofrimento subjetivo importa. Que a palavra pode ferir. Que o abuso pode acontecer no campo simbólico — e ainda assim devastar.
Cuidar da saúde mental também é uma questão de justiça.
Nomear a violência é o primeiro passo para interrompê-la.
Lei 14.188/2022.
Escuta Cuidado