16/02/2026
O TAVI é um procedimento minimamente invasivo para tratar a estenose da válvula aórtica, oferecendo substituição valvar sem a necessidade de “abrir o peito”.
Em vez de uma grande incisão no tórax e circulação extracorpórea, como na cirurgia aberta tradicional, o TAVI é feito por um cateter fino que entra, na maioria das vezes, pela artéria da virilha, guiado por raio X e ecocardiograma até o coração, onde a nova válvula é liberada dentro da válvula doente. Essa técnica permite implantar uma prótese biológica que começa a funcionar imediatamente, restabelecendo o fluxo de sangue de forma mais eficiente e aliviando sintomas como falta de ar e cansaço.
Comparado à cirurgia convencional, o TAVI dispensa grandes cortes, esternotomia e, em muitos casos, anestesia geral, resultando em menos dor, menor sangramento e menos risco de complicações em pacientes mais frágeis ou idosos. A recuperação costuma ser muito mais rápida: em geral, o paciente permanece menos dias no hospital, muitas vezes com alta em 1 a 3 dias, retornando às atividades habituais em poucas semanas, enquanto a cirurgia aberta exige internação mais longa e convalescença prolongada.
Essa evolução na cardiologia estrutural representa um avanço importante: mais segurança, menor agressão ao organismo e qualidade de vida melhor em menos tempo para quem convive com estenose aórtica grave. Hoje, a decisão entre TAVI e cirurgia é individualizada, feita por um Heart Team, mas para muitos pacientes o TAVI já se tornou sinônimo de tratamento moderno, eficaz e menos invasivo da válvula aórtica.