Clínica Ipê

Clínica Ipê Instituto de Psiquiatria e Especialidades

Dia Nacional do Combate às Dr**as e Alcoolismo: um problema de saúde pública.
21/02/2020

Dia Nacional do Combate às Dr**as e Alcoolismo: um problema de saúde pública.

Em julho de 2019, o biólogo e pesquisador português Vasco M. Barreto publicou um relevante ensaio na revista britânica A...
14/02/2020

Em julho de 2019, o biólogo e pesquisador português Vasco M. Barreto publicou um relevante ensaio na revista britânica Aeon a respeito do uso de antidepressivos. O texto elucida o funcionamento desses medicamentos e comenta sobre os malefícios que movimentos contrários ao seu uso vêm causando a pacientes depressivos em todo o mundo.

O texto evidencia os dilemas em torno do uso de comprimidos capazes de alterar o humor e o funcionamento da mente, com o estigma indevidamente criado em torno do uso de antidepressivos, com graves consequências à efetividade de tratamento de pessoas com depressão.

Barreto destaca que “a depressão afetou mais de 300 milhões de pessoas, ou 5,1% das mulheres e 3,6% dos homens, em todo o mundo. Foi a maior causa para a incapacidade global e a principal razão das quase 800.000 mortes por suicídio registradas todos os anos. Apesar dessas estatísticas, a depressão permanece incompreendida pelo público em geral”.

O biólogo, que relata no texto a sua própria experiência com o uso de antidepressivos, alerta sobre a circulação de informações equivocadas ou infundadas sobre esses medicamentos na internet: “Embora difícil de medir, o resultado final é provavelmente trágico, uma vez que a ideologia contra os antidepressivos impede que as pessoas que sofrem com depressão procurem e sigam o melhor tratamento disponível, como aconteceu uma vez comigo”.

Os antidepressivos não corrigem definitivamente a causa da depressão, eliminando aquilo que pode desencadear a doença, mas interferem de forma positiva no processo químico que torna alguns de nós mais vulneráveis ao estresse e à vida em geral. Mas ressalta: “dada a alta taxa de descontinuação de antidepressivos e a tragédia que uma depressão poderia desencadear, declarações ousadas, como "antidepressivos não funcionam", são um desserviço ao público”.

A íntegra do texto em inglês está disponível no site aeon.co, mas uma versão resumida em português está disponível em nossos site: www.ipeclinica.com.br

Nos últimos anos houve um aumento considerável dos debates acerca da relação entre Religiosidade/Espiritualidade (R/S) e...
12/01/2020

Nos últimos anos houve um aumento considerável dos debates acerca da relação entre Religiosidade/Espiritualidade (R/S) e Saúde Mental, tanto no âmbito acadêmico, quanto na sociedade em geral. Três revisões sistemáticas da literatura acadêmica identificaram mais de 3.000 estudos empíricos sobre espiritualidade e saúde.
Em geral, indivíduos que têm mais R/S têm menos depressão, ansiedade, tentativas de suicídio e uso de substâncias, com melhor qualidade de vida, remissão mais rápida de sintomas depressivos e melhores resultados psiquiátricos.
Para facilitar a compreensão do assunto, precisamos conhecer alguns conceitos básicos:
• Religião é o sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos designados para facilitar o acesso ao sagrado, ao transcendente (Deus, força maior, etc.);
• Religiosidade é o quanto um indivíduo acredita, segue e pratica uma religião. Pode ser organizacional (participação na igreja ou templo religioso) ou não organizacional (rezar, ler livros, assistir programas etc.);
• Espiritualidade é uma busca pessoal para entender questões relacionadas ao fim da vida, ao seu sentido, sobre as relações com o sagrado ou transcendente que, pode ou não, levar ao desenvolvimento de práticas ou formações de comunidades religiosas.
O médico deve ter conhecimento das evidências que suportam este campo, para entender suas repercussões na saúde do paciente. Em alguns casos, a religião pode desencadear problemas (principalmente no caso da religião punitiva em que há uma sensação de que Deus está punindo ou abandonando o paciente) e causar conflitos quanto ao enfrentamento do transtorno.
Esses estudos mostram que cada vez mais é preciso que se considerem todos os fatores possíveis que possam afetar a saúde mental dos pacientes, seja positiva ou negativamente. Os diagnósticos, tratamentos e acompanhamentos clínicos devem levar em conta a relevância das origens culturais para compreender a atitude do paciente frente aos transtornos de ordem psiquiátrica.

Durante todo o mês de janeiro, os temas relacionados a saúde mental ganham destaque com a campanha campanha "Janeiro Bra...
08/01/2020

Durante todo o mês de janeiro, os temas relacionados a saúde mental ganham destaque com a campanha campanha "Janeiro Branco".

O objetivo da campanha é colocar em máxima evidência os temas da Saúde Mental no Brasil e no mundo, buscando alertar a sociedade a respeito da importância da prevenção e atenção ao risco de adoecimento emocional.

Além disso, a campanha tem o intuito de fazer com que as pessoas repensem sobre suas vidas, sentidos e propósitos, bem como a qualidade dos seus relacionamentos afetivos, emoções, pensamentos, frustrações, limitações e comportamentos sociais.

Quem cuida da mente, cuida da vida!

O reconhecimento nosológico da Síndrome do Pânico é relativamente recente. Entretanto, antigos relatos médicos já descre...
06/01/2020

O reconhecimento nosológico da Síndrome do Pânico é relativamente recente. Entretanto, antigos relatos médicos já descreviam transtornos de ataques semelhantes em alguns indivíduos e a persistente preocupação deles com futuras crises ou suas consequências.

O Transtorno do Pânico (TP) é um transtorno de ansiedade que se caracteriza pelo surgimento de ataques de pânico recorrentes e inesperados. Estes são reconhecidos pelo aparecimento abrupto de medo e desconforto intensos. O ápice da crise de pânico ocorre em poucos minutos e, nesse momento, alguns outros sintomas ocorrem em maior ou menor combinação:

• sudorese
• tremores
• palpitações
• falta de ar
• calafrios
• medo da morte
• parestesia
• dor no peito
• desconforto abdominal
• náusea
• medo de não manter o controle da realidade e de si
• sensação de desmaio

Geralmente, no TP, há uma preocupação persistente sobre ter outros ataques, ou sobre as implicações das crises e suas consequências.

A etiologia do TP não é conhecida, mas a predisposição determinada biologicamente é provável. A idade de início ocorre, em média, na terceira década de vida, mas metade dos adultos com TP relata dificuldades significativas com ansiedade na infância.

Há evidências de inúmeras alterações neurobiológicas no transtorno, envolvendo inclusive regiões cerebrais tais como as áreas laterais e centrais da amígdala, o hipotálamo anterior e medial e áreas específicas da substância cinzenta periaquedutal, esta última vem sendo diretamente implicada na fisiopatologia do TP.

O tratamento farmacológico está bem estabelecido, com diversos estudos mostrando sua eficácia. É importante a associação com tratamento psicoterápico, em especial a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), que tipicamente engloba componentes de psicoeducação, reestruturação cognitiva e intervenções comportamentais.

Se você já teve um ataque de pânico, não significa que você tem Transtorno de Pânico, procure seu médico para maiores informações e cuidado!

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